HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Com relação ao tromboembolismo pulmonar é correto afirmar:
Trombólise em TEP = reservada para pacientes com instabilidade hemodinâmica (choque).
A trombólise sistêmica em Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma terapia de alto risco e, portanto, reservada para pacientes com TEP de alto risco, caracterizado por instabilidade hemodinâmica ou choque. Outras indicações, como disfunção de ventrículo direito sem choque, são consideradas em casos selecionados e com maior discussão.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que exige diagnóstico e tratamento rápidos. A estratificação de risco é fundamental para guiar a conduta terapêutica. Pacientes com TEP são classificados em alto, intermediário ou baixo risco, principalmente com base na presença de instabilidade hemodinâmica e disfunção do ventrículo direito. A trombólise sistêmica é uma intervenção potente que dissolve o trombo, mas carrega um risco significativo de sangramento. Por isso, sua indicação é restrita a pacientes com TEP de alto risco, ou seja, aqueles que apresentam instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente). Nesses casos, o benefício de restaurar rapidamente o fluxo sanguíneo pulmonar supera o risco de sangramento. Para pacientes sem instabilidade hemodinâmica, a anticoagulação é a base do tratamento. A escolha do anticoagulante (HBPM, HNF, DOACs) depende de fatores como função renal, comorbidades e risco de sangramento. A avaliação de enzimas cardíacas pode ser útil para estratificação de risco, indicando sobrecarga miocárdica, mas não para descartar coronariopatia como principal objetivo no contexto agudo de TEP.
A trombólise sistêmica é primariamente indicada para pacientes com tromboembolismo pulmonar de alto risco, que se apresentam com instabilidade hemodinâmica, choque ou hipotensão persistente, devido ao risco iminente de morte.
A disfunção de ventrículo direito (DVD) sem instabilidade hemodinâmica caracteriza o TEP de risco intermediário. Nesses casos, a trombólise pode ser considerada em pacientes selecionados com alto risco de deterioração clínica, mas a decisão é mais complexa e individualizada, não sendo uma indicação absoluta como no choque.
Para a maioria dos pacientes com TEP sem instabilidade hemodinâmica (baixo ou intermediário risco), a terapia inicial é a anticoagulação terapêutica, preferencialmente com heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou fondaparinux, ou heparina não fracionada em casos específicos.
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