Trombólise no IAMCSST: Contraindicações Absolutas e Relativas

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 43 anos de idade chega ao pronto-socorro relatando desconforto torácico típico com cerca de 3 horas de evolução, desencadeado por um esforço físico. O eletrocardiograma apresenta elevação do segmento ST de v1 a v6. Trata-se de paciente candidato a uso de trombolítico, sendo importante observar que NÃO constitui contraindicação absoluta à utilização dessa classe de medicamentos:

Alternativas

  1. A) AVC hemorrágico prévio
  2. B) AVC isquêmico dentro de 3 meses, exceto AVC isquêmico agudo
  3. C) neoplasia intracraniana ou da medula espinhal ou malformação arteriovenosa
  4. D) hipertensão grave não controlada por história ou na admissão (> 180/110 mmH)

Pérola Clínica

Hipertensão grave não controlada (>180/110 mmHg) é contraindicação RELATIVA à trombólise em IAMCSST.

Resumo-Chave

A hipertensão grave não controlada (>180/110 mmHg) é uma contraindicação relativa à trombólise, pois o risco de sangramento intracraniano aumenta, mas pode ser manejada e a trombólise considerada se o benefício superar o risco e a PA for controlada. As outras alternativas (AVC hemorrágico prévio, neoplasia intracraniana, AVC isquêmico recente) são contraindicações absolutas.

Contexto Educacional

O infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) é uma emergência cardiovascular que requer reperfusão coronariana imediata, seja por angioplastia primária ou trombólise. A trombólise é uma opção vital quando a angioplastia não está disponível em tempo hábil, visando dissolver o trombo que oclui a artéria coronária e restaurar o fluxo sanguíneo. A seleção de pacientes para trombólise é crítica devido ao risco de sangramento, especialmente intracraniano. As contraindicações são classificadas em absolutas e relativas. Contraindicações absolutas, como AVC hemorrágico prévio, neoplasia intracraniana ou malformação arteriovenosa, impedem categoricamente o uso de trombolíticos devido ao risco inaceitável de complicações graves e fatais. A hipertensão grave não controlada (PA > 180/110 mmHg) é considerada uma contraindicação relativa. Embora aumente o risco de hemorragia, pode ser manejada com anti-hipertensivos antes da administração do trombolítico, permitindo que a terapia seja considerada se o benefício da reperfusão for superior ao risco. A avaliação cuidadosa do perfil de risco-benefício é fundamental para cada paciente, ponderando a urgência da reperfusão contra os riscos potenciais.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas para a trombólise no IAMCSST?

As contraindicações absolutas incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 3 meses (exceto AVC isquêmico agudo), neoplasia intracraniana, malformação arteriovenosa, trauma craniano ou facial significativo recente e sangramento ativo ou diátese hemorrágica conhecida.

Por que a hipertensão grave não controlada é uma contraindicação relativa?

A hipertensão grave não controlada (PA > 180/110 mmHg) aumenta o risco de hemorragia intracraniana. No entanto, se a pressão arterial puder ser controlada rapidamente antes da administração do trombolítico, o benefício da reperfusão pode superar o risco, tornando-a uma contraindicação relativa.

Qual a importância de diferenciar contraindicações absolutas de relativas na trombólise?

A diferenciação é crucial para a tomada de decisão clínica. Contraindicações absolutas impedem categoricamente o uso do trombolítico, enquanto as relativas exigem uma avaliação cuidadosa do risco-benefício e, se possível, a correção do fator de risco antes da terapia, permitindo a individualização do tratamento.

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