SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020
Paciente de 64 anos, hipertenso chegou ao pronto socorro com quadro iniciado há 1,5 horas de déficit motor à esquerda (hemiparesia em braço e perna esquerda). Nega outras queixas clínicas no momento. Sem outras alterações ao exame físico. Realizado tomografia de crânio sem contraste e descartado evento hemorrágico. Em relação ao AVE isquêmico, temos a possibilidade de realizar trombólise na unidade de AVE do serviço. A respeito das condutas realizadas frente ao paciente com a morbidade apresentada, escolha a melhor opção.
Trombólise AVEi: essencial descartar contraindicações antes da administração do trombolítico.
A trombólise no AVE isquêmico agudo é uma intervenção tempo-dependente, mas a segurança do paciente é primordial. A avaliação rigorosa das contraindicações, como eventos hemorrágicos recentes ou cirurgias de grande porte, é crucial para evitar complicações graves, como sangramento intracraniano.
O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) é uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial o reconhecimento precoce e o manejo adequado. A trombólise endovenosa com Alteplase ou Tenecteplase é a terapia de reperfusão mais estabelecida, visando restaurar o fluxo sanguíneo cerebral e minimizar o dano neurológico. A janela terapêutica tradicional é de até 4,5 horas do início dos sintomas, mas a seleção rigorosa dos pacientes é fundamental. A fisiopatologia do AVEi envolve a oclusão de um vaso cerebral, levando à isquemia e morte neuronal. O diagnóstico é clínico e confirmado por neuroimagem, geralmente tomografia de crânio sem contraste, para excluir hemorragia. A suspeita deve ser alta em pacientes com déficit neurológico focal de início súbito. O tratamento com trombolíticos exige a exclusão de diversas contraindicações para garantir a segurança do paciente. Condições como AVE isquêmico ou trauma craniano recente, hemorragia digestiva nos últimos 21 dias, cirurgia de grande porte nas últimas 2 semanas, e hipertensão arterial não controlada são exemplos de situações que aumentam significativamente o risco de sangramento, especialmente intracraniano, e impedem a administração do trombolítico.
As principais contraindicações incluem AVE isquêmico ou trauma craniano nos últimos 3 meses, hemorragia digestiva grave nos últimos 21 dias, cirurgia de grande porte nas últimas 2 semanas, e hipertensão arterial não controlada (>185/110 mmHg).
A TC de crânio sem contraste é fundamental para descartar hemorragia intracraniana, que é uma contraindicação absoluta para a trombólise, pois a administração do trombolítico poderia agravar o sangramento.
No Brasil, os trombolíticos autorizados para o AVE isquêmico dentro da janela terapêutica são a Alteplase (rtPA) e, mais recentemente, a Tenecteplase, que tem demonstrado eficácia e segurança comparáveis.
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