Trombólise no AVE Isquêmico: Contraindicações Essenciais

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020

Enunciado

Marta, 52 anos, dá entrada no hospital trazida por familiares que relataram plegia súbita em hemicorpo direito há 30 minutos. É previamente hipertensa em uso de enalapril, hidroclorotiazida e AAS e estava em investigação para uma arritmia cardíaca (SIC). Ao exame físico confirma-se a hemiplegia, desvio de rima labial e do olhar conjugado. Submetida rapidamente a uma TC de crânio sem contraste que descartou eventos hemorrágicos. Considerando que a paciente tem critérios de elegibilidade à terapia trombolítica, são contraindicações à trombólise no Acidente Vascular Encefálico (AVE), exceto:

Alternativas

  1. A) PA persistente acima de 185x110 mmHg a despeito do tratamento.
  2. B) Cirurgia de grande porte nos últimos 45 dias.
  3. C) Infarto do miocárdio recente.
  4. D) AVE ou traumatismo craniano prévio nos últimos 3 meses.
  5. E) Sintomas em rápida melhora.

Pérola Clínica

Contraindicações trombólise AVE isquêmico: PA > 185/110, AVE/TCE < 3 meses, sangramento ativo, plaquetas < 100.000.

Resumo-Chave

A terapia trombolítica com alteplase é crucial no AVE isquêmico agudo, mas possui contraindicações rigorosas para minimizar o risco de hemorragia. É fundamental conhecer essas contraindicações para garantir a segurança do paciente e a eficácia do tratamento.

Contexto Educacional

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma emergência médica que requer reconhecimento rápido e tratamento adequado para minimizar o dano cerebral. A terapia trombolítica com alteplase (rt-PA) é o tratamento de escolha para pacientes elegíveis, administrada dentro de uma janela de tempo específica (geralmente 4,5 horas do início dos sintomas). A elegibilidade para a trombólise é rigorosa devido ao risco de complicações hemorrágicas, sendo a hemorragia intracraniana a mais temida. As contraindicações incluem pressão arterial persistentemente elevada (>185/110 mmHg), AVE ou traumatismo craniano nos últimos 3 meses, cirurgia de grande porte nos últimos 14 dias, sangramento ativo, plaquetopenia (<100.000), uso de anticoagulantes orais com INR elevado, entre outras. É crucial uma avaliação rápida e precisa para identificar pacientes que se beneficiarão da trombólise com segurança. A alternativa incorreta na questão (B) refere-se a cirurgia de grande porte nos últimos 45 dias. O período de contraindicação para cirurgia de grande porte é geralmente de 14 dias, não 45 dias. Infarto do miocárdio recente não é uma contraindicação absoluta, mas sim uma condição que exige cautela e avaliação individualizada, podendo ser uma contraindicação relativa dependendo do tempo e da gravidade. Sintomas em rápida melhora também são uma contraindicação relativa, pois indicam que o benefício da trombólise pode ser menor que o risco.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais contraindicações absolutas para a trombólise no AVE isquêmico?

As contraindicações absolutas incluem hemorragia intracraniana prévia, AVE isquêmico ou traumatismo craniano grave nos últimos 3 meses, cirurgia intracraniana ou espinhal recente, sangramento ativo, plaquetas < 100.000, e pressão arterial persistentemente elevada (>185/110 mmHg) apesar do tratamento.

Qual o limite de pressão arterial para a administração de alteplase em AVE isquêmico?

A pressão arterial deve ser mantida abaixo de 185/110 mmHg antes da administração da alteplase e durante as primeiras 24 horas após o tratamento, utilizando anti-hipertensivos intravenosos se necessário.

Por que a cirurgia de grande porte recente é uma contraindicação para trombólise?

Cirurgia de grande porte recente (geralmente nos últimos 14 dias para trombólise) aumenta significativamente o risco de sangramento grave devido à ação fibrinolítica da alteplase, o que pode ser fatal.

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