Trombólise no AVC Isquêmico: Janela Terapêutica e Prognóstico
UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2016
Enunciado
No pronto-socorro, você atende a um paciente de 59 anos, obeso e tabagista, com história súbita de hemiparesia à direita há duas horas. A hemiparesia direita é pior em membro inferior direito e está associada à afasia global, paralisia facial central à direita, hemianopsia homônima à direita e redução da sensibilidade no hemicorpo direito. A escala de AVC do NIH na admissão foi de 15 pontos e a escala de coma de Glasgow, de 10 pontos. Ao conversar com a família, você descobre que o paciente teve um infarto agudo do miocárdio há cinco meses e faz uso contínuo de enalapril 20 mg/dia e AAS 100 mg/dia. Considerando o caso clínico acima, qual a alternativa CORRETA?
Alternativas
A) Como não há grave rebaixamento do nível de consciência (escala de coma de Glasgow > 8) e o quadro tem apenas duas horas de início, deve-se apenas manter o paciente em leito monitorizado com observação neurológica rigorosa.
B) O paciente tem contraindicação absoluta de realização de tratamento trombolítico por ter apresentado um infarto agudo do miocárdio há menos de seis meses.
C) A princípio, o paciente está elegível para realização de terapia trombolítica endovenosa, que pode ser realizada até seis horas após início dos sintomas.
D) O paciente somente poderá ser submetido à terapia trombolítica mecânica. O fato de usar AAS contraindica a trombólise endovenosa, devido ao maior risco de sangramento.
E) A terapia trombolítica endovenosa para AVCi agudo, realizada nos primeiros 270 minutos, melhora a capacidade funcional dos pacientes após três meses, mas não altera a mortalidade.
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