UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Durante o atendimento de um paciente com rebaixamento súbito do nível de consciência, no departamento de emergência, sua principal suspeita é acidente vascular encefálico. Após realização de tomografia de crânio e exclusão de hemorragia, foi considerada a indicação de trombólise. Com base nessa hipótese, é correto afirmar que:
Trombólise AVE: Não rotina plaquetas/coagulograma, exceto suspeita distúrbio coagulação.
No manejo do AVE isquêmico agudo com indicação de trombólise, a agilidade é crucial. A dosagem de plaquetas e o coagulograma não são exames de rotina pré-trombólise, a menos que haja suspeita clínica de distúrbio de coagulação ou uso de anticoagulantes, para não atrasar o tratamento. Outros fatores como glicemia e controle da PA são importantes.
O acidente vascular encefálico (AVE) isquêmico agudo é uma emergência médica, e a trombólise intravenosa com alteplase é o tratamento de escolha para pacientes elegíveis, visando a reperfusão cerebral e a minimização do dano neurológico. A janela terapêutica é estreita (geralmente até 4,5 horas do início dos sintomas), tornando a avaliação rápida e precisa fundamental. A exclusão de hemorragia intracraniana por tomografia de crânio é o primeiro passo crítico. Para a indicação de trombólise, a avaliação clínica e neurológica deve ser ágil. A medida da glicemia capilar é obrigatória para excluir hipoglicemia como causa do rebaixamento de consciência, que pode mimetizar um AVE. No entanto, a dosagem de plaquetas e o coagulograma (TAP, PTT) não são exames de rotina que devem atrasar a trombólise, a menos que haja uma história clínica sugestiva de distúrbio de coagulação, uso de anticoagulantes orais ou evidência de trombocitopenia. A espera por esses resultados pode comprometer a janela terapêutica. Após a trombólise, o manejo da pressão arterial é crucial, devendo ser mantida rigorosamente abaixo de 180/105 mmHg para reduzir o risco de transformação hemorrágica. A hipertermia (>38°C) é prejudicial no AVE, pois aumenta o metabolismo cerebral e o dano isquêmico, devendo ser ativamente tratada. O uso prévio de antiplaquetários em monoterapia não é uma contraindicação absoluta à trombólise, mas o uso de múltiplos antiplaquetários ou anticoagulantes orais diretos requer avaliação cuidadosa e, em alguns casos, pode contraindicar o procedimento.
A medida da glicemia capilar é obrigatória para excluir hipoglicemia. Exames como coagulograma e plaquetas não são de rotina, sendo solicitados apenas se houver suspeita de distúrbio de coagulação ou uso de anticoagulantes.
A glicemia é crucial para descartar hipoglicemia, que pode mimetizar sintomas de AVE e atrasar o diagnóstico correto. Tanto hipo quanto hiperglicemia devem ser corrigidas para otimizar o prognóstico.
Após a trombólise, a pressão arterial deve ser mantida rigorosamente abaixo de 180/105 mmHg para minimizar o risco de transformação hemorrágica. O controle deve ser feito com anti-hipertensivos intravenosos de ação rápida.
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