SMS Florianópolis - Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis (SC) — Prova 2023
Gilneida tem 55 anos, é hipertensa e etilista, faz uso irregular de hidroclorotiazida e enalapril e bebe em torno de meia garrafa de cachaça ao dia. Hoje, vem à consulta com queixa de dor na perna direita que começou há quatro dias. Ao longo da consulta, Gilneida admite que costuma ter quedas quando perde a consciência pelo excesso de bebida e teme que seja essa a causa da dor por ter vergonha do seu etilismo. Ela nega ter tido febre. Ao exame, a paciente apresenta diversas telangiectasias em ambos os membros inferiores, porém à direita possui sinais de dermatite ocre e presença veias varicosas tortuosas, sendo que no trajeto de uma delas (que está endurecida) há uma região hiperemiada, quente, edemaciada e dolorosa à palpação. Ausência de lesões ou solução de continuidade da pele. Levando em consideração a sua anamnese e exame físico, qual a hipótese diagnóstica e conduta mais adequadas?
Dor, calor, hiperemia e endurecimento em trajeto venoso superficial → Tromboflebite superficial. Conduta: AINEs e evitar repouso prolongado.
A paciente apresenta sinais clássicos de tromboflebite superficial: dor, calor, hiperemia e endurecimento em um trajeto venoso varicoso. A presença de varizes e dermatite ocre sugere insuficiência venosa crônica, um fator de risco. O tratamento inicial inclui anti-inflamatórios e mobilização.
A tromboflebite superficial é a inflamação e trombose de uma veia superficial, frequentemente associada a varizes ou trauma local. É uma condição comum, especialmente em pacientes com insuficiência venosa crônica, e embora geralmente benigna, pode estar associada a um risco aumentado de trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar (EP), especialmente se próxima à junção safeno-femoral. A identificação precoce e o manejo adequado são importantes para prevenir complicações. A fisiopatologia envolve a formação de um trombo em uma veia superficial, desencadeando uma resposta inflamatória local. Os fatores de risco incluem varizes, imobilização, trauma, gravidez, uso de contraceptivos orais e estados de hipercoagulabilidade. O diagnóstico é clínico, baseado na presença de dor, calor, hiperemia e um cordão palpável e endurecido ao longo do trajeto venoso. O ultrassom Doppler pode ser útil para confirmar o diagnóstico e excluir TVP concomitante, especialmente em casos de tromboflebite extensa ou próxima a veias profundas. O tratamento da tromboflebite superficial visa aliviar os sintomas e prevenir a progressão. Inclui medidas conservadoras como compressas mornas, elevação do membro, analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). A mobilização precoce é incentivada para evitar estase venosa. Em casos de tromboflebite extensa ou próxima à junção safeno-femoral, pode ser considerada a anticoagulação profilática ou terapêutica, dependendo da avaliação do risco de TVP/EP.
Os sinais e sintomas incluem dor localizada, calor, hiperemia (vermelhidão) e endurecimento palpável ao longo do trajeto de uma veia superficial, frequentemente associados a varizes.
A conduta inicial geralmente envolve o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para alívio da dor e inflamação, compressas mornas e a orientação para evitar repouso prolongado, incentivando a deambulação.
A tromboflebite superficial se manifesta em um trajeto venoso visível e palpável, sem lesão de pele e geralmente sem febre. A erisipela cursa com febre, lesão de pele e bordas bem delimitadas. A TVP é mais profunda, com edema e dor difusos, e maior risco de embolia pulmonar.
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