Tromboflebite Superficial: Manejo e Tratamento Adequado

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher, 56 anos de idade, refere dor na região distal da perna direita, logo acima do maléolo medial, acompanhada de hiperemia e nódulo. Refere dislipidemia e diabete melito. Ao exame clínico: Bom estado. Tórax e abdome sem alterações. Membros inferiores com perfusão preservada. Pulsos amplos. Ausência de edema e sem dor à palpação da panturrilha. Dor à palpação na perna direita logo acima do maléolo medial, local de hiperemia de cerca de 3 cm com área endurada. Realizado exame de ultrassonografia doppler venosa do membro inferior direito: presença de trombo de 2 cm na safena magna, logo acima do tornozelo; ausência de trombose de veias femoral e poplítea. Qual é o tratamento mais adequado?

Alternativas

  1. A) Uso de anti-inflamatório não esteroidal.
  2. B) Enoxaparina em dose profilática.
  3. C) Enoxaparina em dose terapêutica.
  4. D) Inibidor do fator Xa.
  5. E) Clopidogrel.

Pérola Clínica

Tromboflebite superficial isolada (<5 cm, longe da junção safeno-femoral) → AINEs e compressão.

Resumo-Chave

Tromboflebite superficial, especialmente em segmentos curtos e distais da veia safena magna, sem extensão para a junção safeno-femoral ou envolvimento de veias profundas, é geralmente tratada de forma conservadora com anti-inflamatórios não esteroidais para alívio da dor e inflamação.

Contexto Educacional

A tromboflebite superficial é a inflamação e trombose de uma veia superficial, frequentemente associada a varizes, trauma ou cateteres venosos. Embora geralmente benigna, pode estar associada à trombose venosa profunda (TVP) ou embolia pulmonar, especialmente quando extensa ou próxima às junções safeno-femoral ou safeno-poplítea. O diagnóstico é clínico, mas a ultrassonografia Doppler venosa é fundamental para confirmar a presença do trombo, medir sua extensão e descartar envolvimento do sistema venoso profundo. Fatores de risco como dislipidemia e diabetes podem aumentar a propensão a eventos trombóticos. O tratamento da tromboflebite superficial não complicada, como no caso descrito (trombo curto e distal na safena magna), geralmente envolve medidas conservadoras: compressas quentes, elevação do membro, analgesia com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) e compressão elástica. A anticoagulação profilática ou terapêutica é reservada para casos de maior risco de progressão ou TVP associada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de tromboflebite superficial?

A tromboflebite superficial manifesta-se com dor localizada, hiperemia, calor e um cordão palpável e endurecido ao longo do trajeto da veia afetada, geralmente nas pernas.

Quando a anticoagulação é indicada para tromboflebite superficial?

A anticoagulação é indicada para tromboflebite superficial extensa (>5 cm), próxima à junção safeno-femoral ou safeno-poplítea, ou em pacientes com alto risco de progressão para trombose venosa profunda (TVP).

Qual o papel do ultrassom Doppler na tromboflebite superficial?

O ultrassom Doppler é crucial para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão do trombo, sua proximidade com as junções safeno-femoral/poplítea e excluir a presença de trombose venosa profunda concomitante.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo