HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020
No concernente à tromboflebite pélvica séptica, o(s) agente(s) mais comum(s), tratamento e complicação(ões), assinale a alternativa respectivamente correlacionada:
Tromboflebite pélvica séptica → anaeróbios (Peptococos, Bacteroides) + ATB + anticoagulação → risco de êmbolos sépticos.
A tromboflebite pélvica séptica é uma complicação rara, mas grave, frequentemente pós-parto ou pós-cirúrgica. O tratamento combina antibióticos de amplo espectro, cobrindo anaeróbios, e anticoagulação para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem levar a abscessos à distância.
A tromboflebite pélvica séptica é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, que ocorre mais frequentemente no período pós-parto ou após cirurgias pélvicas. Caracteriza-se pela formação de um trombo infectado nas veias pélvicas, geralmente secundário a infecções puerperais ou endometriose. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade, fatores que, combinados com a presença de bactérias, levam à formação do trombo séptico. Os agentes mais comuns são anaeróbios (Peptococos, Peptostreptococos, Bacteroides) e, por vezes, aeróbios (E. coli). O diagnóstico é clínico, com febre persistente e dor pélvica, e confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que podem evidenciar o trombo. O tratamento consiste na administração de antibióticos de amplo espectro, com cobertura para anaeróbios, e anticoagulação plena. A anticoagulação é essencial para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem causar pioemia e abscessos metastáticos. Em casos refratários, a ligadura da veia ovariana ou cava inferior pode ser considerada. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a mortalidade pode ser alta se não tratada.
Os agentes etiológicos mais comuns na tromboflebite pélvica séptica são bactérias anaeróbias, como Peptococos, Peptostreptococos e Bacteroides, frequentemente presentes na flora vaginal e intestinal, que podem ascender e causar infecção.
O tratamento padrão envolve a combinação de antibióticos de amplo espectro, com cobertura para anaeróbios, e anticoagulação. A anticoagulação é fundamental para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem causar infecções metastáticas.
A principal complicação é a pioemia, caracterizada pela formação de êmbolos sépticos que podem se desprender e viajar pela corrente sanguínea, causando abscessos em órgãos distantes, como pulmões, fígado ou rins, e até mesmo choque séptico.
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