Tromboflebite Pélvica Séptica: Agentes, Tratamento e Complicações

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020

Enunciado

No concernente à tromboflebite pélvica séptica, o(s) agente(s) mais comum(s), tratamento e complicação(ões), assinale a alternativa respectivamente correlacionada:

Alternativas

  1. A) peptococos, peptostreptococos e bacteróides / antibiótico e anticoagulante / pioemia (êmbolos sépticos).
  2. B) e. coli / antibiótico / choque séptico.
  3. C) anaeróbios e estreptococos / laparotomia / abscesso.
  4. D) peptococos, peptostreptococos e bacteróides / antibiótico e anticoagulante / embolia pulmonar maciça mortal.
  5. E) e. coli / antibiótico / necrose tecidual.

Pérola Clínica

Tromboflebite pélvica séptica → anaeróbios (Peptococos, Bacteroides) + ATB + anticoagulação → risco de êmbolos sépticos.

Resumo-Chave

A tromboflebite pélvica séptica é uma complicação rara, mas grave, frequentemente pós-parto ou pós-cirúrgica. O tratamento combina antibióticos de amplo espectro, cobrindo anaeróbios, e anticoagulação para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem levar a abscessos à distância.

Contexto Educacional

A tromboflebite pélvica séptica é uma complicação rara, mas potencialmente fatal, que ocorre mais frequentemente no período pós-parto ou após cirurgias pélvicas. Caracteriza-se pela formação de um trombo infectado nas veias pélvicas, geralmente secundário a infecções puerperais ou endometriose. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia envolve a estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade, fatores que, combinados com a presença de bactérias, levam à formação do trombo séptico. Os agentes mais comuns são anaeróbios (Peptococos, Peptostreptococos, Bacteroides) e, por vezes, aeróbios (E. coli). O diagnóstico é clínico, com febre persistente e dor pélvica, e confirmado por exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que podem evidenciar o trombo. O tratamento consiste na administração de antibióticos de amplo espectro, com cobertura para anaeróbios, e anticoagulação plena. A anticoagulação é essencial para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem causar pioemia e abscessos metastáticos. Em casos refratários, a ligadura da veia ovariana ou cava inferior pode ser considerada. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a mortalidade pode ser alta se não tratada.

Perguntas Frequentes

Quais são os agentes etiológicos mais comuns na tromboflebite pélvica séptica?

Os agentes etiológicos mais comuns na tromboflebite pélvica séptica são bactérias anaeróbias, como Peptococos, Peptostreptococos e Bacteroides, frequentemente presentes na flora vaginal e intestinal, que podem ascender e causar infecção.

Qual o tratamento recomendado para a tromboflebite pélvica séptica?

O tratamento padrão envolve a combinação de antibióticos de amplo espectro, com cobertura para anaeróbios, e anticoagulação. A anticoagulação é fundamental para prevenir a propagação do trombo e a formação de êmbolos sépticos, que podem causar infecções metastáticas.

Quais as principais complicações da tromboflebite pélvica séptica?

A principal complicação é a pioemia, caracterizada pela formação de êmbolos sépticos que podem se desprender e viajar pela corrente sanguínea, causando abscessos em órgãos distantes, como pulmões, fígado ou rins, e até mesmo choque séptico.

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