Trombofilias Secundárias: Entenda a Síndrome Antifosfolípede

HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020

Enunciado

Qual das doenças relacionadas é caracterizada como causadora de trombofilia secundária?

Alternativas

  1. A) Síndrome antifosfolípede.
  2. B) Deficiência de proteína C e S.
  3. C) Deficiência de antitrombina III.
  4. D) Resistência à proteína C ativada causada ela presença de molécula anormal do fator V Leiden.
  5. E) Mutação 20210 de protrombina.

Pérola Clínica

Síndrome Antifosfolípede (SAF) = trombofilia secundária (adquirida) autoimune, diferente das trombofilias hereditárias.

Resumo-Chave

A Síndrome Antifosfolípede (SAF) é uma trombofilia adquirida, ou seja, secundária a uma condição autoimune, e não uma condição hereditária. As demais opções (deficiência de proteína C e S, antitrombina III, Fator V Leiden e mutação da protrombina) são trombofilias primárias ou hereditárias.

Contexto Educacional

As trombofilias são condições que aumentam a predisposição à formação de trombos, podendo ser classificadas em primárias (hereditárias) ou secundárias (adquiridas). A distinção entre esses dois grupos é fundamental para o diagnóstico, manejo e aconselhamento genético dos pacientes. As trombofilias hereditárias resultam de mutações genéticas que afetam proteínas envolvidas na coagulação, enquanto as secundárias são desenvolvidas ao longo da vida devido a outras doenças ou fatores de risco. A Síndrome Antifosfolípede (SAF) é a trombofilia secundária mais comum e clinicamente relevante. É uma doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides que causam tromboses arteriais e/ou venosas recorrentes e/ou complicações gestacionais. Seu diagnóstico exige a combinação de critérios clínicos e laboratoriais específicos, como a detecção de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina e/ou anti-beta2-glicoproteína I. Em contraste, a deficiência de proteína C e S, a deficiência de antitrombina III, a resistência à proteína C ativada (comumente associada ao Fator V Leiden) e a mutação G20210A do gene da protrombina são exemplos clássicos de trombofilias primárias ou hereditárias. O conhecimento dessas distinções é crucial para o residente, pois guia a investigação diagnóstica, a estratificação de risco e a escolha da terapia anticoagulante adequada, bem como o rastreamento familiar em casos de trombofilias hereditárias.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais trombofilias hereditárias?

As principais trombofilias hereditárias incluem a deficiência de antitrombina III, deficiência de proteína C, deficiência de proteína S, resistência à proteína C ativada (geralmente por Fator V Leiden) e a mutação G20210A do gene da protrombina.

Como é feito o diagnóstico da Síndrome Antifosfolípede (SAF)?

O diagnóstico da SAF requer a presença de critérios clínicos (trombose vascular ou morbidade gestacional) e laboratoriais (anticorpos anticardiolipina, anticoagulante lúpico ou anti-beta2-glicoproteína I), detectados em duas ou mais ocasiões com pelo menos 12 semanas de intervalo.

Quais condições podem causar trombofilia secundária além da SAF?

Além da SAF, outras condições que podem causar trombofilia secundária incluem câncer, doenças mieloproliferativas, síndrome nefrótica, imobilização prolongada, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal.

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