Trombofilias na Gravidez: MTHFR, Fator V Leiden e Risco

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2016

Enunciado

Tercigesta, 34 anos, com dois abortamentos anteriores, procurou atendimento médico com 8 semanas de gravidez e seu obstetra solicitou pesquisa de trombofilias, mesmo na ausência de antecedentes familiares. Os resultados revelaram homozigose para variante termolábil do gene da metileno tetrahidrofolato redutase (MTHFR C677T), heterozigose para fator V de Leiden e homocisteinemia normal. Sobre esse caso é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Alterações do Fator V são as mais trombogênicas, de modo que o risco detromboembolismo na gravidez associado à sua heterozigose é maior que àquele associado à homozigose do gene da protrombina G20210A.
  2. B) A homozigose para MTHFR C677T está presente em cerca de 15% da população europeia e, se acompanhada de homocisteinemia normal, não se associa a risco estatisticamente maior de tromboembolismo na gravidez.
  3. C) Devido à homozigose para MTHFR C677T, deve-se iniciar imediatamente a administração de heparina de baixo peso molecular, na dose de 20 a 40mg/dia, e mantê-la até 6 semanas pós-parto.
  4. D) Como há necessidade de suspensão de anticoagulante antes do parto por um período pré-determinado, neste caso está indicada a resolução da gravidez por cesariana.

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