HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020
Uma mulher de 27 anos, influenciada pela mídia local, solicita ao ginecologista pesquisa de trombofilias para avaliar o risco do uso de anticoncepcional oral. Das opções listadas, o exame que não faz parte dessa pesquisa é:
Fator de Von Willebrand → distúrbio hemorrágico; não faz parte da pesquisa de trombofilias para risco de trombose.
A pesquisa de trombofilias para avaliar o risco de trombose associado ao uso de anticoncepcionais orais foca em condições que aumentam a coagulabilidade sanguínea. O Fator de Von Willebrand está associado a distúrbios hemorrágicos, não trombóticos, e, portanto, não é parte dessa investigação.
A avaliação do risco trombótico antes do uso de anticoncepcionais orais é uma prática importante, especialmente em pacientes com fatores de risco. As trombofilias são condições que predispõem à formação de trombos e podem ser hereditárias ou adquiridas. A pesquisa dessas condições visa identificar pacientes com maior risco de eventos tromboembólicos. Entre as trombofilias hereditárias mais comuns e relevantes para o risco de trombose associado a anticoncepcionais estão a mutação do Fator V de Leiden e a mutação G20210A do gene da protrombina. A Síndrome Antifosfolípide (SAF), uma trombofilia adquirida, é diagnosticada pela presença de anticorpos como anticardiolipina, anticoagulante lúpico e anti-beta2-glicoproteína I. O Fator de Von Willebrand, por outro lado, está envolvido na hemostasia primária e sua deficiência causa a Doença de Von Willebrand, um distúrbio hemorrágico, não trombótico. Portanto, sua pesquisa não é pertinente na avaliação do risco de trombose para uso de anticoncepcionais. É crucial para residentes diferenciar entre condições que aumentam o risco de sangramento e aquelas que aumentam o risco de trombose.
As principais trombofilias hereditárias incluem a mutação do Fator V de Leiden, a mutação da protrombina G20210A e as deficiências de antitrombina, proteína C e proteína S.
A pesquisa é indicada em mulheres com histórico pessoal ou familiar de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, ou em casos de trombofilia conhecida em parentes de primeiro grau.
A Síndrome Antifosfolípide (SAF) é uma trombofilia adquirida autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides (como anticardiolipina e lúpus anticoagulante), que aumentam o risco de trombose arterial e venosa, e complicações obstétricas.
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