Trombofilias e Complicações Obstétricas: Pré-eclâmpsia e DPCN

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

Qual das situações abaixo MAIS se associa a préeclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta? 

Alternativas

  1. A) Trombofilias. 
  2. B) Diabetes gestacional. 
  3. C) Primopaternidades sucessivas. 
  4. D) Obesidade materna. 

Pérola Clínica

Trombofilias = ↑ risco de pré-eclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta.

Resumo-Chave

As trombofilias, tanto hereditárias quanto adquiridas (como a Síndrome Antifosfolípide), são condições que aumentam a propensão à formação de trombos. Na gestação, isso pode levar a disfunção placentária, resultando em complicações graves como pré-eclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta.

Contexto Educacional

As trombofilias representam um grupo de condições, tanto hereditárias quanto adquiridas, que predispõem à formação de trombos. Na gravidez, a presença de trombofilia aumenta significativamente o risco de diversas complicações obstétricas graves, incluindo a pré-eclâmpsia de repetição e o descolamento prematuro de placenta (DPCN). A fisiopatologia envolve a formação de microtrombos na circulação uteroplacentária, levando à isquemia e disfunção endotelial, que são eventos centrais na gênese dessas patologias. A pré-eclâmpsia, especialmente em suas formas graves e de repetição, está fortemente associada a trombofilias, sendo a Síndrome Antifosfolípide (SAF) a trombofilia adquirida mais estudada e com maior impacto. O descolamento prematuro de placenta, por sua vez, também tem sua incidência aumentada em pacientes com trombofilias, devido à formação de trombos nos vasos deciduais que podem levar à necrose e separação da placenta. O reconhecimento e manejo das trombofilias em gestantes com histórico de complicações obstétricas são cruciais para a prevenção de eventos adversos em gestações futuras. A investigação e, quando indicado, a profilaxia com anticoagulantes (como heparina de baixo peso molecular) e/ou antiagregantes (como aspirina) podem melhorar significativamente os desfechos maternos e perinatais, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e para a formação de residentes em obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Como as trombofilias causam pré-eclâmpsia e descolamento de placenta?

As trombofilias levam à formação de microtrombos na circulação uteroplacentária, comprometendo a perfusão e a função da placenta, o que resulta em isquemia e disfunção endotelial.

Quais são as principais trombofilias associadas a essas complicações?

As mais relevantes incluem a Síndrome Antifosfolípide (adquirida) e trombofilias hereditárias como a mutação do Fator V de Leiden e a mutação do gene da protrombina.

Qual a conduta para gestantes com trombofilia e histórico de pré-eclâmpsia/DPCN?

O manejo geralmente envolve profilaxia com heparina de baixo peso molecular e/ou aspirina em doses baixas, dependendo do tipo de trombofilia e do histórico clínico.

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