UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Qual das situações abaixo MAIS se associa a préeclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta?
Trombofilias = ↑ risco de pré-eclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta.
As trombofilias, tanto hereditárias quanto adquiridas (como a Síndrome Antifosfolípide), são condições que aumentam a propensão à formação de trombos. Na gestação, isso pode levar a disfunção placentária, resultando em complicações graves como pré-eclâmpsia de repetição e descolamento prematuro de placenta.
As trombofilias representam um grupo de condições, tanto hereditárias quanto adquiridas, que predispõem à formação de trombos. Na gravidez, a presença de trombofilia aumenta significativamente o risco de diversas complicações obstétricas graves, incluindo a pré-eclâmpsia de repetição e o descolamento prematuro de placenta (DPCN). A fisiopatologia envolve a formação de microtrombos na circulação uteroplacentária, levando à isquemia e disfunção endotelial, que são eventos centrais na gênese dessas patologias. A pré-eclâmpsia, especialmente em suas formas graves e de repetição, está fortemente associada a trombofilias, sendo a Síndrome Antifosfolípide (SAF) a trombofilia adquirida mais estudada e com maior impacto. O descolamento prematuro de placenta, por sua vez, também tem sua incidência aumentada em pacientes com trombofilias, devido à formação de trombos nos vasos deciduais que podem levar à necrose e separação da placenta. O reconhecimento e manejo das trombofilias em gestantes com histórico de complicações obstétricas são cruciais para a prevenção de eventos adversos em gestações futuras. A investigação e, quando indicado, a profilaxia com anticoagulantes (como heparina de baixo peso molecular) e/ou antiagregantes (como aspirina) podem melhorar significativamente os desfechos maternos e perinatais, sendo um tema de grande relevância para a prática clínica e para a formação de residentes em obstetrícia.
As trombofilias levam à formação de microtrombos na circulação uteroplacentária, comprometendo a perfusão e a função da placenta, o que resulta em isquemia e disfunção endotelial.
As mais relevantes incluem a Síndrome Antifosfolípide (adquirida) e trombofilias hereditárias como a mutação do Fator V de Leiden e a mutação do gene da protrombina.
O manejo geralmente envolve profilaxia com heparina de baixo peso molecular e/ou aspirina em doses baixas, dependendo do tipo de trombofilia e do histórico clínico.
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