ENARE/ENAMED — Prova 2024
Considerando as alternativas a seguir, qual apresenta uma indicação de investigação para trombofilias adquiridas?
Perda fetal tardia (>10 semanas) → forte indicação para investigar trombofilia adquirida, especialmente SAF.
A perda fetal tardia, definida como a perda gestacional após 10 semanas, é uma das principais manifestações clínicas que justificam a investigação de trombofilias adquiridas, em particular a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF). A SAF é uma condição autoimune que causa trombose e morbidade gestacional.
As trombofilias são condições que predispõem à formação de trombos e podem ser hereditárias ou adquiridas. A identificação de uma trombofilia adquirida é crucial, especialmente em pacientes com eventos trombóticos inexplicados ou complicações obstétricas. A principal trombofilia adquirida é a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF), uma doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolipídeos que causam trombose e/ou morbidade gestacional. A morbidade gestacional associada à SAF inclui abortos espontâneos de repetição (três ou mais antes de 10 semanas), uma ou mais perdas fetais após 10 semanas de gestação (perda fetal tardia), ou parto prematuro antes de 34 semanas devido a pré-eclâmpsia grave ou insuficiência placentária. A perda fetal tardia é um critério clínico importante e, por si só, justifica a investigação de trombofilias adquiridas, mesmo que seja o primeiro evento. A fisiopatologia da SAF envolve a ligação dos anticorpos antifosfolipídeos a proteínas plasmáticas, como a beta2-glicoproteína I, que interagem com superfícies celulares, levando à ativação de células endoteliais, plaquetas e fatores da coagulação, resultando em um estado protrombótico. O diagnóstico laboratorial requer a detecção persistente de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina e/ou anticorpos anti-beta2-glicoproteína I. O tratamento visa prevenir novos eventos trombóticos e melhorar os desfechos gestacionais.
A principal trombofilia adquirida é a Síndrome do Anticorpo Antifosfolipídeo (SAF), caracterizada por eventos trombóticos (venosos ou arteriais) e/ou morbidade gestacional (perda fetal recorrente, parto prematuro, pré-eclâmpsia grave) na presença de anticorpos antifosfolipídeos.
A perda fetal tardia (após 10 semanas de gestação) é um critério clínico maior para o diagnóstico de SAF e, portanto, uma forte indicação para a investigação de trombofilias adquiridas, mesmo que seja um evento isolado.
A investigação da SAF inclui a dosagem de anticoagulante lúpico, anticorpos anticardiolipina (IgG e IgM) e anticorpos anti-beta2-glicoproteína I (IgG e IgM). Os testes devem ser positivos em duas ocasiões, com pelo menos 12 semanas de intervalo.
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