TVP em Trauma: Risco Elevado e Estratégias de Prevenção

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2024

Enunciado

Com relação ao desenvolvimento de tromboembolismo venoso profundo (TVP) em pacientes vítimas de trauma, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Lesões da medula espinhal e múltiplas transfusões não são consideradas fatores de risco para TVP.
  2. B) O filtro Greenfield original de aço inoxidável é o tratamento de escolha para a abordagem terapêutica da trombose venosa profunda de veia cava superior de localização paraórtica.
  3. C) O risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso em pacientes vítimas de trauma é alto, com uma incidência de TVP sem profilaxia de até 50%, e incidência de embolia pulmonar (EP) de até 30%.
  4. D) Aproximadamente 80% dos pacientes com trombose venosa têm manifestações clínicas presentes, tais como o sinal de Homans e Rutheford.
  5. E) O atual método de escolha no diagnóstico da TVP é a dosagem de fibrinogênio e D-dímero.

Pérola Clínica

Pacientes traumatizados têm alto risco de TVP/EP (até 50% TVP, 30% EP sem profilaxia); profilaxia é essencial.

Resumo-Chave

Pacientes vítimas de trauma grave apresentam um risco significativamente elevado de desenvolver tromboembolismo venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP), devido à tríade de Virchow (estase, lesão endotelial, hipercoagulabilidade). A profilaxia é crucial para reduzir essa incidência.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes vítimas de trauma. A incidência de TVP sem profilaxia pode atingir até 50%, e a de EP até 30%, ressaltando a importância crítica da profilaxia. Pacientes traumatizados apresentam múltiplos fatores de risco, como imobilização prolongada, lesão endotelial direta, estado de hipercoagulabilidade induzido pelo trauma e transfusões maciças, que contribuem para a tríade de Virchow. Fatores de risco específicos incluem lesões da medula espinhal, fraturas de pelve e ossos longos, trauma cranioencefálico grave, lesões vasculares, idade avançada e comorbidades preexistentes. A suspeita clínica de TVP pode ser desafiadora, pois muitos casos são assintomáticos. Sinais como edema, dor e calor na panturrilha são inespecíficos e o sinal de Homans tem baixa sensibilidade e especificidade. O diagnóstico de TVP é primariamente realizado por ultrassonografia Doppler. A profilaxia é a pedra angular do manejo, utilizando heparina de baixo peso molecular (HBPM) ou heparina não fracionada, combinada com métodos mecânicos como compressão pneumática intermitente. A escolha e o momento da profilaxia devem ser individualizados, considerando o risco de sangramento. Para residentes, o reconhecimento precoce dos fatores de risco e a implementação rigorosa da profilaxia são essenciais para melhorar os desfechos desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para TVP em pacientes vítimas de trauma?

Fatores incluem lesão medular, fraturas de pelve ou ossos longos, lesões vasculares, trauma cranioencefálico, múltiplas transfusões, imobilização prolongada, idade avançada e choque.

Qual a importância da profilaxia de TVP em pacientes traumatizados?

A profilaxia é fundamental devido à alta incidência de TVP e EP nesses pacientes, que pode chegar a 50% e 30% respectivamente sem intervenção. A prevenção reduz morbidade e mortalidade.

Qual o método diagnóstico de escolha para TVP?

O método de escolha para o diagnóstico de TVP é a ultrassonografia Doppler de membros inferiores, que permite visualizar o trombo e avaliar o fluxo sanguíneo. O D-dímero é útil para excluir TVP em pacientes de baixo risco.

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