PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Em relação ao tromboembolismo e à trombose venosa profunda assinale a alternativa CORRETA:
TVP sem causa aparente (idiopática) → Investigar neoplasia oculta conforme rastreio por idade.
O D-dímero possui alta sensibilidade, mas baixa especificidade; sua principal utilidade é excluir tromboembolismo em pacientes de baixo risco.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a TVP e o TEP, é uma das principais causas de morbimortalidade hospitalar evitável. A fisiopatologia baseia-se na Tríade de Virchow: estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade. O manejo exige uma abordagem estratificada por risco, utilizando escores clínicos como o de Wells para guiar a necessidade de exames complementares. A anticoagulação é o pilar do tratamento, mas deve-se sempre avaliar o risco hemorrágico. Em casos de cirurgias em espaços fechados (como oftalmológicas ou neurocirurgias), a anticoagulação plena imediata pode ser contraindicada devido ao risco de compressão por hematoma, exigindo cautela e avaliação individualizada do risco-benefício.
Existe uma forte associação entre o tromboembolismo venoso não provocado (idiopático) e a presença de neoplasias malignas ocultas. Pacientes que apresentam TVP ou TEP sem fatores de risco evidentes (como cirurgia recente, imobilização ou trauma) devem ser submetidos a um rastreamento oncológico básico apropriado para a idade e sexo, incluindo exame físico completo, exames laboratoriais simples e exames de imagem de rotina (como mamografia ou colonoscopia).
Não. O D-dímero é um produto da degradação da fibrina e possui alta sensibilidade (acima de 95%), mas baixa especificidade. Ele pode estar aumentado em idosos, gestantes, pacientes com câncer, infecções, processos inflamatórios ou após cirurgias. Sua maior utilidade clínica é o alto valor preditivo negativo: um D-dímero normal em um paciente com baixa probabilidade clínica (Score de Wells baixo) permite excluir o diagnóstico de TEP sem necessidade de exames de imagem.
Uma cintilografia de perfusão pulmonar normal afasta o diagnóstico de TEP com segurança. No entanto, uma cintilografia alterada não confirma necessariamente o TEP, pois outras condições (como DPOC ou pneumonia) podem causar defeitos de perfusão. O diagnóstico é sugerido quando há um 'mismatch' (defeito de perfusão com ventilação preservada), classificado como alta probabilidade.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo