AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma complicação pós-operatória séria, que representa uma fonte de morbidade e mortalidade evitáveis. Dessa forma, é necessário estratificar os pacientes conforme o risco para TEV e tratá-los de acordo com sua classificação. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta:
Baixo risco TEV → Deambulação precoce + medidas mecânicas (sem anticoagulante).
A profilaxia do TEV deve ser individualizada pelo risco. Pacientes de baixo risco não se beneficiam de heparina, bastando mobilização e compressão.
O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e o embolismo pulmonar (TEP), é uma das principais causas de morte evitável em hospitais. A decisão de iniciar profilaxia baseia-se no equilíbrio entre o risco trombótico do paciente/procedimento e o risco de complicações hemorrágicas. Para pacientes classificados como de baixo risco, as diretrizes internacionais (como as do ACCP) recomendam apenas a deambulação precoce e, se necessário, métodos mecânicos como meias de compressão graduada ou compressão pneumática intermitente. A anticoagulação farmacológica é reservada para categorias de risco superior, onde o benefício da prevenção trombótica supera o risco de hematomas ou sangramentos operatórios.
Geralmente são pacientes jovens (menos de 40 anos), submetidos a cirurgias menores (menos de 30 minutos), sem fatores de risco adicionais e com mobilidade preservada.
A profilaxia farmacológica (geralmente com HBPM ou HNF) é indicada para pacientes de risco moderado a alto, conforme escalas como Caprini, desde que não haja contraindicação por risco de sangramento.
Ela aumenta o fluxo venoso e estimula a fibrinólise endógena sem aumentar o risco de sangramento, sendo ideal para pacientes com alto risco de sangramento ou como adjuvante à heparina em altíssimo risco.
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