Profilaxia de TEV no Pós-Operatório: Estratificação e Conduta

AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025

Enunciado

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma complicação pós-operatória séria, que representa uma fonte de morbidade e mortalidade evitáveis. Dessa forma, é necessário estratificar os pacientes conforme o risco para TEV e tratá-los de acordo com sua classificação. Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Pacientes com alto risco de TEV devem receber antiagregação dupla com AAS e clopidogrel no pós-operatório.
  2. B) Pacientes com baixo risco de TEV devem receber anticoagulação profilática com heparina não fracionada (HNF) em bomba de infusão.
  3. C) Pacientes com baixo risco de TEV não necessitam de anticoagulação profilática desde que haja compressão mecânica intermitente dos membros inferiores e deambulação precoce.
  4. D) Pacientes com alto risco de TEV necessitam de anticoagulação plena com heparina de baixo peso molecular na dose de 1 mg/kg de 12/12h.

Pérola Clínica

Baixo risco TEV → Deambulação precoce + medidas mecânicas (sem anticoagulante).

Resumo-Chave

A profilaxia do TEV deve ser individualizada pelo risco. Pacientes de baixo risco não se beneficiam de heparina, bastando mobilização e compressão.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e o embolismo pulmonar (TEP), é uma das principais causas de morte evitável em hospitais. A decisão de iniciar profilaxia baseia-se no equilíbrio entre o risco trombótico do paciente/procedimento e o risco de complicações hemorrágicas. Para pacientes classificados como de baixo risco, as diretrizes internacionais (como as do ACCP) recomendam apenas a deambulação precoce e, se necessário, métodos mecânicos como meias de compressão graduada ou compressão pneumática intermitente. A anticoagulação farmacológica é reservada para categorias de risco superior, onde o benefício da prevenção trombótica supera o risco de hematomas ou sangramentos operatórios.

Perguntas Frequentes

Quem são os pacientes de baixo risco para TEV?

Geralmente são pacientes jovens (menos de 40 anos), submetidos a cirurgias menores (menos de 30 minutos), sem fatores de risco adicionais e com mobilidade preservada.

Quando iniciar a profilaxia farmacológica?

A profilaxia farmacológica (geralmente com HBPM ou HNF) é indicada para pacientes de risco moderado a alto, conforme escalas como Caprini, desde que não haja contraindicação por risco de sangramento.

Qual a vantagem da compressão pneumática intermitente?

Ela aumenta o fluxo venoso e estimula a fibrinólise endógena sem aumentar o risco de sangramento, sendo ideal para pacientes com alto risco de sangramento ou como adjuvante à heparina em altíssimo risco.

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