Risco de TEV em Cirurgia de Grande Porte: Avaliação e Profilaxia

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 38 anos, sem comorbidades, será submetido à cirurgia de grande porte. Qual nível de risco para tromboembolismo venoso esse paciente apresenta?

Alternativas

  1. A) Risco alto;
  2. B) Risco muito alto;
  3. C) Risco moderado;
  4. D) Não há risco;
  5. E) Risco baixo.

Pérola Clínica

Cirurgia de grande porte + paciente < 40 anos sem comorbidades = risco moderado de TEV.

Resumo-Chave

Pacientes submetidos a cirurgia de grande porte, mesmo sem comorbidades adicionais e com idade inferior a 40 anos, são classificados como tendo risco moderado para tromboembolismo venoso (TEV) devido ao trauma cirúrgico e à imobilização prolongada inerentes ao procedimento.

Contexto Educacional

O tromboembolismo venoso (TEV), que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação grave e potencialmente fatal em pacientes cirúrgicos. A avaliação do risco de TEV é um passo crucial no planejamento pré-operatório, sendo fundamental para a implementação de uma profilaxia adequada. Diversas escalas de risco, como a de Caprini ou a de Padua, são utilizadas para estratificar os pacientes com base em fatores de risco individuais e relacionados ao procedimento. A cirurgia de grande porte, por si só, é um fator de risco significativo para TEV, independentemente da idade ou da presença de comorbidades. O trauma tecidual, a imobilização prolongada no intra e pós-operatório, e a resposta inflamatória sistêmica contribuem para um estado de hipercoagulabilidade. Assim, mesmo um paciente jovem (38 anos) e sem comorbidades, ao ser submetido a uma cirurgia de grande porte, é classificado como tendo risco moderado de TEV. A profilaxia do TEV é essencial e deve ser individualizada. Para pacientes com risco moderado, geralmente são indicadas medidas mecânicas (como meias de compressão graduada ou compressão pneumática intermitente) e/ou farmacológicas (como heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada). A duração da profilaxia também varia conforme o tipo de cirurgia e o risco persistente, visando reduzir a incidência de TVP e EP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolismo venoso em pacientes cirúrgicos?

Os principais fatores incluem idade avançada, cirurgia de grande porte (especialmente abdominal, pélvica, ortopédica), imobilização prolongada, câncer, histórico prévio de TEV, obesidade, trombofilia e uso de contraceptivos hormonais.

Como é classificado o risco de TEV em cirurgia de grande porte para um paciente jovem e sem comorbidades?

Um paciente de 38 anos, sem comorbidades, submetido a cirurgia de grande porte, é classificado com risco moderado de TEV. O próprio procedimento cirúrgico já confere um risco significativo, mesmo na ausência de outros fatores.

Quais são as medidas de profilaxia para TEV em pacientes cirúrgicos?

As medidas incluem profilaxia mecânica (meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente) e/ou farmacológica (heparina de baixo peso molecular, heparina não fracionada), dependendo do nível de risco individual do paciente.

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