PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2022
CFG, sexo feminino, 61 anos, sem comorbidades, apresentou hematoquezia volumosa. Foi constatada a presença de um adenocarcinoma de sigmóide, com sangramento ativo, à colonoscopia, sendo programada a ressecção cirúrgica. Considerando-se o risco de fenômenos tromboembólicos no pós-operatório deste caso, assinale a alternativa ERRADA:
Trombos de veias proximais (femoral, ilíaca) são a principal fonte de embolia pulmonar grave, não os da panturrilha.
Embora trombos nas veias da panturrilha sejam comuns, eles raramente causam embolia pulmonar clinicamente significativa. A maioria das embolias pulmonares graves se origina de trombos nas veias proximais (acima do joelho), que têm maior potencial de embolização e são mais perigosos.
Pacientes submetidos a cirurgias, especialmente as oncológicas como a ressecção de adenocarcinoma de sigmóide, apresentam um risco elevado de desenvolver fenômenos tromboembólicos no pós-operatório. A imobilização, o trauma cirúrgico e o estado pró-trombótico associado ao câncer contribuem para a tríade de Virchow, aumentando a probabilidade de trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar (EP). A profilaxia é, portanto, uma medida essencial para reduzir a morbimortalidade. As estratégias de profilaxia incluem tanto métodos farmacológicos quanto mecânicos. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) e a heparina não-fracionada (HNF) são as opções farmacológicas mais comuns, podendo ser iniciadas no pré-operatório em pacientes de alto risco. As HBPMs são preferidas pela sua maior biodisponibilidade e menor necessidade de monitoramento. As medidas mecânicas, como as meias elásticas de compressão graduada e a compressão pneumática intermitente, complementam a profilaxia, especialmente em pacientes com contraindicações à anticoagulação. É crucial entender a origem dos trombos que causam embolia pulmonar. Embora a trombose nas veias da panturrilha seja comum, os trombos que mais frequentemente resultam em embolia pulmonar clinicamente significativa e grave são aqueles que se formam nas veias proximais (poplítea, femoral, ilíaca). A identificação e o manejo adequado do risco tromboembólico são competências fundamentais para residentes em cirurgia e clínica médica, visando a segurança e o melhor desfecho para o paciente.
As principais estratégias farmacológicas incluem o uso de heparina de baixo peso molecular (HBPM), como enoxaparina, ou heparina não-fracionada (HNF). A escolha depende do risco do paciente, custo e disponibilidade, ambas sendo eficazes na prevenção de trombos.
As medidas mecânicas, como meias elásticas de compressão graduada e compressão pneumática intermitente, são importantes adjuvantes na profilaxia do tromboembolismo. Elas atuam melhorando o fluxo sanguíneo venoso e reduzindo a estase, diminuindo o risco de formação de trombos, especialmente em pacientes com contraindicações à anticoagulação farmacológica.
Embora trombos possam se formar em qualquer veia, os fenômenos embólicos pulmonares mais graves são provocados principalmente por trombos que se originam nas veias proximais dos membros inferiores, como as veias poplítea, femoral e ilíaca. Trombos isolados na panturrilha raramente causam embolia pulmonar clinicamente significativa.
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