Tromboembolismo Pulmonar: D-Dímero no Diagnóstico

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Homem fumante de 57 anos, procurou o SE por dispneia e dor torácica tipo pleurítica. Relatava ter retornado do exterior há cerca de três dias (12h de voo). Seu exame físico apresentava taquipneia e taquicardia, sem qualquer outra anormalidade. Dentre as opções abaixo, qual seria a mais sensível para confirmação do diagnóstico suspeito?

Alternativas

  1. A) Enzimas cardíacas;
  2. B) Hemograma;
  3. C) Eletrocardiograma;
  4. D) Níveis de d-dímero sérico;
  5. E) Raio X de tórax em PA e perfil.

Pérola Clínica

Suspeita de TEP em paciente de baixo/intermediário risco → d-dímero é o exame mais sensível para exclusão.

Resumo-Chave

O quadro clínico (dispneia, dor pleurítica, taquicardia, taquipneia, fatores de risco como tabagismo e voo longo) é altamente sugestivo de Tromboembolismo Pulmonar (TEP). O d-dímero sérico possui alta sensibilidade e um resultado negativo pode excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste, tornando-o o exame mais sensível para triagem.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco como imobilização prolongada (voos longos), tabagismo, câncer ou cirurgias recentes. Os sintomas clássicos incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia e taquicardia. O diagnóstico de TEP pode ser desafiador devido à inespecificidade dos sintomas. A avaliação inicial envolve a estratificação de risco (ex: escore de Wells ou Geneva) para determinar a probabilidade pré-teste. Em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade, o d-dímero sérico é o exame mais sensível para triagem. Um resultado negativo do d-dímero tem alto valor preditivo negativo, permitindo excluir o TEP com segurança e evitando exames mais invasivos. Se o d-dímero for positivo ou a probabilidade pré-teste for alta, a angiotomografia de tórax (angio-TC) é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico, visualizando diretamente os trombos. Outros exames como eletrocardiograma e raio-X de tórax são úteis para excluir diagnósticos diferenciais, mas são inespecíficos para TEP. O tratamento envolve anticoagulação e, em casos graves, trombólise ou embolectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para tromboembolismo pulmonar?

Fatores de risco incluem imobilização prolongada (voos longos, cirurgias), tabagismo, câncer, trombofilias, uso de contraceptivos orais, obesidade, idade avançada e história prévia de TEV.

Quando o d-dímero sérico é útil no diagnóstico de TEP?

O d-dímero é útil para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste. Um resultado negativo (abaixo do valor de corte) em um paciente com baixa probabilidade torna o diagnóstico de TEP altamente improvável.

Quais exames complementares são utilizados para confirmar o TEP?

Após a triagem com d-dímero (se indicado), a confirmação é geralmente feita por angiotomografia de tórax (angio-TC de tórax), que visualiza os trombos nas artérias pulmonares. Em casos específicos, cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão pode ser utilizada.

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