Critérios de Wells e Diagnóstico de TEP na Prática

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 84 anos, sexo feminino, teve queda da própria altura com fratura de fémur. Após 5 dias da cirurgia para correção da fratura, iniciou quadro de edema em panturrilha esquerda, calor e rubor local, evoluindo também com dispneia súbita progressiva. Negou hemoptise, episódios semelhantes pregressos ou outras comorbidades. No exame físico, apresentou submacicez e estertores finos em região infraescapular direita, frequência cardíaca de 104 bpm, frequência respiratória de 23 irpm, PA 130X85 mmHg. De acordo com os critérios de Wells para avaliação de Tromboembolismo Pulmonar (TEP), o caso acima trata-se de um quadro clínico com:

Alternativas

  1. A) Baixa probabilidade de TEP, sendo indicada realização de D-dímero para melhor avaliação.
  2. B) Alta probabilidade de TEP, sendo indicada realização de arteriografia para melhor avaliação.
  3. C) Baixa probabilidade de TEP, sendo indicada realização de doppler de membros inferiores para melhor avaliação.
  4. D) Alta probabilidade de TEP, sendo indicada realização de angiotomografia de tórax para melhor avaliação.

Pérola Clínica

Wells > 4 = Alta Probabilidade → Vá direto para Angio-TC (não peça D-dímero).

Resumo-Chave

Paciente idosa, pós-operatório de cirurgia ortopédica, com sinais de TVP e dispneia súbita, pontua alto nos critérios de Wells, indicando necessidade imediata de exame de imagem confirmatório.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar é uma emergência cardiovascular comum, especialmente em pacientes cirúrgicos. A aplicação de escores de probabilidade pré-teste, como Wells ou Genebra, é fundamental para evitar exames desnecessários ou atrasos diagnósticos. No pós-operatório de grandes cirurgias ortopédicas, o risco é significativamente elevado, exigindo alta suspeição clínica diante de dispneia ou taquicardia súbita.

Perguntas Frequentes

Como calcular o escore de Wells para TEP?

O escore de Wells atribui pontos para: sinais clínicos de TVP (3), TEP como diagnóstico principal ou mais provável (3), FC > 100 (1,5), imobilização ou cirurgia recente (1,5), TEP/TVP prévio (1,5), hemoptise (1) e câncer (1). Pontuação > 4 indica alta probabilidade.

Quando o D-dímero é dispensável no TEP?

O D-dímero deve ser dispensado quando a probabilidade clínica (Wells) é alta. Nesses casos, um resultado negativo não é suficiente para excluir o diagnóstico com segurança, sendo obrigatória a realização de exames de imagem como a Angio-TC.

Qual a conduta se a Angio-TC for contraindicada?

Em pacientes com contraindicação à Angio-TC (ex: insuficiência renal grave ou alergia severa ao contraste), as alternativas incluem a Cintilografia de Ventilação/Perfusão ou o Doppler de membros inferiores (se houver sintomas de TVP).

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