TEP de Alto Risco: Trombólise com Alteplase em Instabilidade Hemodinâmica

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2019

Enunciado

Homem, 58a, é admitido na Unidade de Emergência com queixas de dor no peito e falta de ar, de início súbito há 30 minutos. Antecedentes pessoais: tabagismo 30maços/ano. Exame físico: FC= 132 bpm, FR= 38irpm, PA= 88x56 mmHg, Saturação de oxigênio (em ar ambiente) = 86%, sudoreico. Pulmões: murmúrio vesicular presente, sem ruídos adventícios; Coração: Bulhas rítmicas sem sopros ou bulhas acessórias. ECG:taquicardia sinusal, bloqueio de ramo direito, Tomografia computadorizada de tórax: A CONDUTA É:

Alternativas

  1. A) Enoxaparina.
  2. B) Alteplase.
  3. C) Clopidogrel e tirofibana.
  4. D) Drenagem de tórax.

Pérola Clínica

TEP com instabilidade hemodinâmica (choque/hipotensão) → Trombólise sistêmica (Alteplase) é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

O paciente apresenta quadro clínico de TEP agudo com instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, hipoxemia, sudorese), caracterizando um TEP de alto risco ou maciço. Nesses casos, a trombólise sistêmica com alteplase é a terapia de escolha para restaurar rapidamente o fluxo pulmonar e reverter o choque.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave que pode levar à morte, especialmente quando se apresenta com instabilidade hemodinâmica, caracterizando um TEP de alto risco ou maciço. Nesses casos, a obstrução do leito vascular pulmonar é tão extensa que compromete a função ventricular direita e o débito cardíaco, resultando em choque obstrutivo. O diagnóstico é suspeitado pela clínica (dor torácica, dispneia súbita, taquicardia, hipotensão, hipoxemia) e confirmado por exames de imagem, como a angiotomografia de tórax. A conduta nesses pacientes é emergencial e visa à reperfusão pulmonar rápida. A trombólise sistêmica, utilizando agentes como a Alteplase, é a terapia de escolha, pois promove a lise do trombo e a restauração do fluxo sanguíneo, melhorando a hemodinâmica e a oxigenação. Residentes e estudantes devem reconhecer a gravidade do TEP com instabilidade e a necessidade de uma intervenção rápida e agressiva, diferenciando-o do TEP de baixo ou intermediário risco, que pode ser manejado apenas com anticoagulação.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um TEP como de alto risco ou maciço?

Um TEP é classificado como de alto risco ou maciço quando há instabilidade hemodinâmica, definida por choque (hipotensão persistente, sinais de hipoperfusão) ou hipotensão (PA sistólica < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da PA basal).

Qual a conduta inicial para um paciente com TEP e instabilidade hemodinâmica?

A conduta inicial para TEP com instabilidade hemodinâmica é a trombólise sistêmica, geralmente com Alteplase, para dissolver o trombo e restaurar o fluxo pulmonar. Suporte hemodinâmico e oxigenação também são cruciais.

Por que a trombólise é indicada no TEP de alto risco, e não apenas a anticoagulação?

A trombólise é indicada no TEP de alto risco porque a anticoagulação, embora previna a formação de novos trombos, não dissolve o trombo existente de forma rápida o suficiente para reverter o choque e a insuficiência cardíaca direita, que são as principais causas de mortalidade nesses pacientes.

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