PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 63 anos é admitido na enfermaria de clínica médica, com quadro de tromboembolismo pulmonar (TEP), não provocado, confirmado pela Angiotomografia de artérias pulmonares. Você realiza a estratificação de risco do paciente, ele encontra-se estável no momento, com pressão arterial de 130x80 mmHg, sem disfunção ventricular ao ecocardiograma e troponina em níveis indetectáveis. O seu escore PESI aponta como Baixo Risco.Qual seria a conduta mais adequada para esse paciente nesse momento, segundo as diretrizes mais atuais?
TEP de baixo risco (PESI baixo, estável) → tratamento ambulatorial com DOACs.
Pacientes com tromboembolismo pulmonar de baixo risco, conforme estratificação por escores como PESI ou sPESI, e que não apresentam instabilidade hemodinâmica ou disfunção de ventrículo direito, podem ser tratados ambulatorialmente com anticoagulantes orais de ação direta (DOACs), evitando a necessidade de internação hospitalar.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que exige estratificação de risco cuidadosa para guiar o manejo. A incidência é significativa, e a mortalidade está diretamente relacionada à gravidade do evento. A estratificação de risco é crucial para identificar pacientes que podem se beneficiar de terapias mais agressivas ou, inversamente, aqueles que podem ser tratados de forma mais conservadora, inclusive ambulatorialmente. A estratificação de risco do TEP baseia-se em parâmetros clínicos, hemodinâmicos e biomarcadores. Escores como o PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) ou o sPESI (simplified PESI) são amplamente utilizados para identificar pacientes de baixo risco. A presença de estabilidade hemodinâmica, ausência de disfunção de ventrículo direito (avaliada por ecocardiograma) e biomarcadores cardíacos (troponina) e de disfunção ventricular (BNP) normais são indicativos de baixo risco. Para pacientes com TEP de baixo risco, as diretrizes atuais recomendam o tratamento ambulatorial com anticoagulantes orais de ação direta (DOACs), como rivaroxabana, apixabana, edoxabana ou dabigatrana. Essa abordagem demonstrou ser segura e eficaz, reduzindo a necessidade de hospitalização e os custos associados, desde que o paciente tenha condições sociais e clínicas para o acompanhamento adequado.
Um TEP é considerado de baixo risco quando o paciente está hemodinamicamente estável, sem disfunção de ventrículo direito (avaliada por ecocardiograma ou biomarcadores como troponina/BNP) e possui um escore de risco baixo (ex: PESI I/II ou sPESI 0).
Os DOACs são preferidos devido à sua eficácia comprovada, perfil de segurança favorável, início de ação rápido e conveniência de não exigir monitoramento laboratorial frequente, facilitando o tratamento ambulatorial.
Contraindicações incluem instabilidade hemodinâmica, hipoxemia grave, alto risco de sangramento, insuficiência renal ou hepática grave, trombose em locais atípicos, gestação, ou falta de suporte social adequado.
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