Tromboembolismo Pulmonar: Fontes e Fisiopatologia

HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2015

Enunciado

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Alternativas

  1. A) Nos processos de urticária/angioedema há grande envolvimento de linfócitos e monócitos. 
  2. B) A maioria das tromboembolias pulmonares é produzida por êmbolos provenientes de trombose venosa profunda de membros inferiores, veias pélvicas, renais, e de átrio e ventrículo direitos. Raramente pode haver embolia a partir de trombose de veias superficiais e dos membros superiores.
  3. C) Maior gravidade e incidência de infecções, maior risco de certos tipos de câncer e menor resposta a vacinas não se correlacionam, como se imaginava, com a imunossenescência, conforme achados de estudos atuais.
  4. D) A manobra de Rivero-Carvallo (relacionado à inspiração profunda) reforça o sopro das insuficiências Tricúspide e Mitral.

Pérola Clínica

TEP: Maioria dos êmbolos provém de TVP de MMII, pélvicas, renais, ou câmaras cardíacas direitas; raramente de veias superficiais/MMSS.

Resumo-Chave

A maioria dos casos de tromboembolismo pulmonar (TEP) tem origem em trombos formados nas veias profundas dos membros inferiores. No entanto, outras fontes importantes incluem veias pélvicas, renais e trombos em câmaras cardíacas direitas. A ocorrência de TEP a partir de veias superficiais ou dos membros superiores é rara, mas possível.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de mortalidade hospitalar. A compreensão de sua etiologia e fisiopatologia é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados. A grande maioria dos êmbolos pulmonares tem origem em trombos formados no sistema venoso profundo, principalmente nas veias dos membros inferiores, mas também em veias pélvicas e renais. Trombos em câmaras cardíacas direitas também podem ser uma fonte. A formação de trombos é classicamente explicada pela Tríade de Virchow: estase sanguínea, lesão endotelial e estados de hipercoagulabilidade. Fatores de risco incluem cirurgias, imobilização prolongada, câncer, gravidez, uso de contraceptivos orais e trombofilias. A identificação desses fatores é crucial para a profilaxia do TEP, que é a principal estratégia para reduzir sua incidência. O diagnóstico do TEP envolve a avaliação clínica, exames laboratoriais como o D-dímero, e exames de imagem como a angiotomografia de tórax. O tratamento consiste em anticoagulação, e em casos selecionados, trombólise ou embolectomia. A prevenção da trombose venosa profunda (TVP) é a pedra angular na redução da incidência de TEP, com medidas como deambulação precoce, compressão pneumática intermitente e uso de heparina de baixo peso molecular.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais fontes de êmbolos que causam tromboembolismo pulmonar (TEP)?

A maioria dos êmbolos que causam TEP provém de trombose venosa profunda (TVP) dos membros inferiores. Outras fontes incluem veias pélvicas, renais, e trombos formados no átrio ou ventrículo direitos. Raramente, êmbolos podem originar-se de veias superficiais ou dos membros superiores.

Qual o papel da manobra de Rivero-Carvallo no exame físico cardíaco?

A manobra de Rivero-Carvallo, que consiste em pedir ao paciente para realizar uma inspiração profunda, aumenta o retorno venoso para o lado direito do coração. Isso intensifica sopros de insuficiência tricúspide e estenose pulmonar, mas não afeta sopros do lado esquerdo, como a insuficiência mitral.

Como a imunossenescência afeta o sistema imunológico?

A imunossenescência é o declínio gradual da função imunológica associado ao envelhecimento. Ela se correlaciona com maior gravidade e incidência de infecções, maior risco de certos tipos de câncer e menor resposta a vacinas, contrariando a ideia de que não há correlação.

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