UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2022
Homem, 54 anos, com diagnóstico de câncer de pulmão e metástases cerebrais, é admitido no setor de emergência com sensação de “peso no tórax” e dispnéia de início súbito. Foi realizado o exame de imagem a seguir.O nome desse exame e o diagnótico mais provável, respectivamente, são:
Paciente oncológico com dispneia súbita e dor torácica → TEP, investigar com angiotomografia de tórax.
Em pacientes oncológicos, o tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação comum e grave, manifestando-se com dispneia súbita e dor torácica. A angiotomografia do tórax (angio-TC) é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP, pois permite visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). Pacientes com câncer, como o descrito, apresentam um risco significativamente aumentado de TEP devido ao estado de hipercoagulabilidade associado à doença e seus tratamentos. A importância clínica reside na alta morbimortalidade e na necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos. A fisiopatologia do TEP envolve a migração de um trombo para a circulação pulmonar, causando obstrução vascular e comprometimento da troca gasosa. A dispneia súbita e a dor torácica são sintomas cardinais, mas a apresentação pode ser variada. O diagnóstico é suspeitado pela clínica e fatores de risco, e confirmado por exames de imagem. A angiotomografia de tórax (angio-TC) é o padrão-ouro, permitindo a visualização direta dos trombos e a avaliação da extensão da embolia. O tratamento do TEP geralmente envolve anticoagulação, com heparina de baixo peso molecular ou anticoagulantes orais diretos, para prevenir a progressão do trombo e novas embolias. Em casos de TEP maciço com instabilidade hemodinâmica, pode ser necessária trombólise ou embolectomia. Residentes devem ter um alto índice de suspeita para TEP em pacientes de risco, especialmente oncológicos, para garantir um diagnóstico precoce e um manejo adequado.
Os principais fatores de risco incluem imobilização prolongada, cirurgia recente, trauma, câncer (como no caso), trombofilias hereditárias ou adquiridas, uso de contraceptivos orais e gravidez. O câncer é um estado de hipercoagulabilidade significativo.
A angiotomografia de tórax (angio-TC) é o exame de escolha porque oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar trombos nas artérias pulmonares. Ela permite uma avaliação rápida e detalhada da vasculatura pulmonar, além de fornecer informações sobre o parênquima pulmonar e outras estruturas torácicas.
Os sintomas clássicos de TEP incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e síncope. No entanto, a apresentação pode ser atípica, especialmente em pacientes com comorbidades, exigindo alto índice de suspeita.
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