TEP: Diagnóstico e Manejo com Critérios de Wells

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015

Enunciado

Paciente de 82 anos, com neoplasia de pulmão, internado em enfermaria clínica, restrito ao leito há mais de 4 dias, evolui com taquicardia (FC > 100 bpm) e dispnéia súbita. Você classifica a predição clinica de TEP (critérios de Wells) corretamente como 7 (risco elevado). Sobre o caso acima:

Alternativas

  1. A) Arteriografia deve ser realizada após avaliação da função renal do paciente pelo risco de nefropatia do contraste. Confirmando-se o diagnostico, deve-se iniciar anticoagulação.
  2. B) Independente da predição clínica elevada, a solicitação de d-dímero é suficiente para excluir tromboembolismo pulmonar. 
  3. C) Sem sinais clínicos de trombose venosa profunda em membros inferiores, a suspeita clínica de TEP é muito pequena, independente dos critérios de WELLS.
  4. D) A realização de um ecodoppler de membros inferiores e um ecocardiograma são equivalentes a arteriografia e angiotomografia.
  5. E) A confirmação do diagnóstico com angiotomografia de tórax e início de anticoagulação é a conduta correta.

Pérola Clínica

Wells elevado + alta suspeita clínica de TEP → Angiotomografia de tórax e início de anticoagulação.

Resumo-Chave

Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP (como indicado por escore de Wells elevado), a angiotomografia de tórax é o exame de escolha para confirmação diagnóstica. Uma vez confirmado, a anticoagulação deve ser iniciada prontamente para prevenir a progressão do trombo e novas embolias.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave que exige diagnóstico e tratamento rápidos. A avaliação inicial da probabilidade clínica é fundamental, sendo os Critérios de Wells uma ferramenta amplamente utilizada para estratificar o risco. Um escore de Wells elevado (como 7 pontos no caso apresentado) indica alta probabilidade de TEP, exigindo uma investigação diagnóstica agressiva. Em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, a angiotomografia de tórax com contraste é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico. Este exame permite visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares. O d-dímero, embora útil para excluir TEP em pacientes de baixa ou intermediária probabilidade, não é suficiente para descartar o diagnóstico em casos de alta suspeita clínica. Uma vez confirmado o TEP, a anticoagulação plena deve ser iniciada imediatamente, a menos que haja contraindicações absolutas. A escolha do anticoagulante e a duração do tratamento dependem de fatores como a causa do TEP (provocado ou não provocado) e o risco de sangramento do paciente. O ecodoppler de membros inferiores pode identificar a fonte do trombo (TVP), mas não substitui a angio-TC para o diagnóstico de TEP.

Perguntas Frequentes

Quando o d-dímero é útil no diagnóstico de TEP?

O d-dímero é útil para excluir TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica, devido ao seu alto valor preditivo negativo. Em alta probabilidade, um d-dímero negativo não é suficiente para excluir o diagnóstico.

Qual o exame padrão-ouro para confirmar TEP?

A angiotomografia de tórax (angio-TC de tórax) é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de TEP, permitindo visualizar os trombos nas artérias pulmonares e avaliar a extensão da doença.

Quais são os principais fatores de risco para TEP?

Fatores de risco incluem imobilização prolongada, cirurgia recente, câncer, trombofilias, uso de estrogênios, gravidez, obesidade e história prévia de TVP/TEP.

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