TEP em Jovens: Probabilidade Pré-Teste e D-dímero

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 25 anos, previamente hígida e sem histórico familiar relevante, apresenta dispneia há 2 horas acompanhada de dor torácica. Nega tosse ou febre. Exame físico: bom estado geral, orientada no tempo e no espaço, corada, afebril, acianótica e anictérica; ausculta respiratória com roncos esparsos, FR = 30 ipm, SpO₂ = 92%; ausculta cardíaca com ritmo regular em 2 tempos, sem sopros, FC = 116 bpm, PA = 100/60 mmHg; membros inferiores sem edemas.Com base na probabilidade clínica pré-teste, a investigação diagnóstica mais adequada neste momento é realizada com

Alternativas

  1. A) angiotomografia de tórax.
  2. B) cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão.
  3. C) ecocardiograma transtorácico e dosagem de BNP.
  4. D) dosagem de D-dímero.
  5. E) cateterismo cardíaco.

Pérola Clínica

Jovem com dispneia súbita, dor torácica, taquicardia, hipoxemia e baixa probabilidade clínica pré-teste TEP → D-dímero para exclusão.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas sugestivos de TEP (dispneia súbita, dor torácica, taquicardia, hipoxemia) e é jovem, sem histórico familiar relevante. Com base na probabilidade clínica pré-teste (provavelmente baixa ou intermediária pelos critérios de Wells), a dosagem de D-dímero é o primeiro passo para excluir TEP.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, que pode se manifestar com dispneia súbita e dor torácica, mesmo em pacientes jovens e previamente hígidos. A suspeita clínica é fundamental, e a avaliação da probabilidade clínica pré-teste, geralmente utilizando escores como o de Wells ou Geneva, é o primeiro passo para guiar a investigação diagnóstica. Em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica pré-teste, a dosagem do D-dímero é um exame crucial. Um resultado de D-dímero negativo tem um alto valor preditivo negativo, ou seja, consegue excluir o diagnóstico de TEP com segurança, evitando a necessidade de exames de imagem mais complexos e com exposição à radiação, como a angiotomografia de tórax. Se o D-dímero for elevado ou se a probabilidade clínica pré-teste for alta, a angiotomografia de tórax com contraste é o exame de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP. Outros exames como a cintilografia pulmonar de ventilação e perfusão são alternativas em casos específicos, como contraindicação ao contraste iodado. O ecocardiograma e a dosagem de BNP podem ser úteis para avaliar a disfunção de ventrículo direito e o prognóstico, mas não são exames diagnósticos primários para TEP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para TEP em pacientes jovens?

Fatores de risco incluem uso de contraceptivos orais, trombofilias hereditárias (ex: Fator V de Leiden), imobilização prolongada, cirurgias recentes, gravidez/puerpério e doenças inflamatórias, que aumentam a predisposição à trombose.

Como a probabilidade clínica pré-teste influencia a investigação do TEP?

A probabilidade clínica pré-teste (ex: escore de Wells) estratifica o risco do paciente. Em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade, um D-dímero negativo pode excluir o TEP, evitando exames de imagem mais invasivos e custosos.

Quando a angiotomografia de tórax é o exame de escolha para TEP?

A angiotomografia de tórax é o exame de escolha para confirmar o TEP em pacientes com alta probabilidade clínica pré-teste ou naqueles com probabilidade baixa/intermediária e D-dímero elevado, fornecendo imagens detalhadas dos vasos pulmonares.

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