TEP Pós-Artroplastia: Diagnóstico Rápido e Eficaz

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 62 anos, com histórico recente de artroplastia total de quadril, procura o prontosocorro com queixa de dispneia, dor torácica pleurítica e taquicardia. Nega tosse ou secreção respiratória, nega febre. Sem histórico conhecido de doença arterial coronariana nem insuficiência cardíaca.Qual a conduta diagnóstica inicial mais apropriada para este paciente a fim de descartar um tromboembolismo pulmonar?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia Doppler de membros inferiores
  2. B) Dosagem de dímero-D
  3. C) Angiotomografia de tórax
  4. D) Cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão.
  5. E) Angiografia pulmonar por cateter

Pérola Clínica

Paciente pós-artroplastia com dispneia, dor pleurítica e taquicardia → Alta suspeita de TEP → Angiotomografia de tórax para confirmação.

Resumo-Chave

Em paciente com alta probabilidade clínica de TEP (pós-operatório de grande cirurgia, dispneia, dor pleurítica, taquicardia), a angiotomografia de tórax é a conduta diagnóstica inicial mais apropriada para confirmar ou descartar o diagnóstico, devido à sua alta sensibilidade e especificidade.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. É uma complicação comum e temida em pacientes pós-operatórios, especialmente após cirurgias ortopédicas de grande porte, como a artroplastia total de quadril, devido à imobilização e ao trauma cirúrgico. A suspeita clínica de TEP é crucial e baseia-se em sintomas como dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e tosse. Em pacientes com fatores de risco e essa tríade de sintomas, a probabilidade pré-teste é alta. Nesses casos, a angiotomografia de tórax (Angio-TC) é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico, pois permite visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares. Embora o dímero-D seja um marcador útil para *excluir* TEP em pacientes de baixa probabilidade, seu valor preditivo positivo é baixo, e ele pode estar elevado em diversas outras condições (pós-operatório, infecções, inflamações). Portanto, em um paciente com alta suspeita clínica, um dímero-D elevado não confirma o TEP, e um dímero-D negativo não o descarta com segurança, tornando a Angio-TC indispensável para a tomada de decisão terapêutica.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para TEP em pacientes cirúrgicos?

Fatores de risco incluem cirurgias ortopédicas de grande porte (como artroplastia de quadril), imobilização prolongada, idade avançada, histórico prévio de TVP/TEP, malignidade e trombofilias.

Quando o dímero-D é útil no diagnóstico de TEP?

O dímero-D é útil para *excluir* TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade clínica, devido ao seu alto valor preditivo negativo. Em alta probabilidade, um resultado negativo não é suficiente para descartar.

Por que a angiotomografia de tórax é a escolha inicial para TEP em alta probabilidade?

A angiotomografia de tórax (Angio-TC) é a escolha inicial por ser rápida, amplamente disponível e ter alta sensibilidade e especificidade para visualizar trombos nas artérias pulmonares, confirmando o diagnóstico.

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