UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Em relação ao tromboembolismo pulmonar (TEP), é correto afirmar:
Hipóxia acentuada + RX tórax normal (sem doença pulmonar prévia) → Alta suspeita de TEP.
A hipóxia desproporcional a uma radiografia de tórax normal é um achado clássico no TEP, pois o êmbolo causa um distúrbio de ventilação/perfusão sem alterações parenquimatosas visíveis inicialmente. Isso o diferencia de outras causas de dispneia e hipóxia com alterações radiográficas.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. É uma das principais causas de morte hospitalar e sua prevalência é significativa, exigindo alta suspeição clínica. A fisiopatologia do TEP envolve a obstrução do fluxo sanguíneo pulmonar, levando a um aumento da resistência vascular pulmonar, sobrecarga do ventrículo direito e distúrbio da relação ventilação/perfusão (V/Q). Clinicamente, isso se manifesta como dispneia, taquipneia e hipoxemia. O diagnóstico é desafiador, mas a presença de hipóxia acentuada com uma radiografia de tórax normal, na ausência de doença pulmonar preexistente, é um achado altamente sugestivo de TEP, pois reflete o desequilíbrio V/Q sem alterações parenquimatosas. O manejo do TEP envolve anticoagulação, e em casos de alto risco, trombólise ou embolectomia. A estratificação de risco é fundamental para guiar o tratamento. Marcadores como troponina e BNP, embora não diagnósticos, são úteis para avaliar a gravidade e o prognóstico, indicando disfunção do ventrículo direito. A prevenção da TVP em pacientes de risco é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência de TEP.
Os principais sintomas de TEP incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia e, em casos graves, síncope ou choque.
A radiografia de tórax pode ser normal no TEP porque o êmbolo causa um distúrbio de perfusão sem necessariamente gerar alterações parenquimatosas visíveis, como infiltrados ou consolidações, que seriam esperadas em outras doenças pulmonares.
A troponina e o BNP são marcadores de disfunção ventricular direita e lesão miocárdica, respectivamente. Embora não sejam diagnósticos de TEP, seus níveis elevados indicam maior gravidade e pior prognóstico, auxiliando na estratificação de risco.
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