TEP Agudo: Diagnóstico, Exames e Tratamento Inicial

FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015

Enunciado

J. A. S, homem, 67 anos, internado para tratamento quimioterápico, apresentou quadro súbito de dispneia, tosse seca e hemoptise. Ao exame, apresentava FC= 110 bpm e PA= 120/70 mmHg. Segundo familiares, o paciente já havia presentado trombose venosa profunda há seis meses e fazia uso regular de metformina, enalapril, formoterol. Considerando o cenário clínico descrito, assinale a opção que sugere corretamente, pela ordem, hipótese diagnóstica, exame diagnóstico e conduta terapêutica: 

Alternativas

  1. A) Tromboembolismo pulmonar, dosagem de D dímero e uso de AAS.
  2. B) Tromboembolismo pulmonar, arteriografia pulmonar, anticoagulação oral.
  3. C) Tromboembolismo pulmonar, angitomografia de tórax, anticoagulação com heparina. 
  4. D) Tromboembolismo pulmonar, angiotomografia de tórax, trombolítico.

Pérola Clínica

TEP agudo em paciente oncológico com TVP prévia → AngioTC de tórax + anticoagulação com heparina.

Resumo-Chave

A suspeita de Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é alta em pacientes com dispneia súbita, tosse, hemoptise, taquicardia e fatores de risco como câncer e TVP prévia. A angiotomografia de tórax é o exame padrão-ouro para confirmação, e a anticoagulação com heparina é a conduta inicial essencial.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). Pacientes oncológicos, como o descrito no caso, possuem um risco significativamente aumentado de eventos tromboembólicos devido à hipercoagulabilidade associada ao câncer e aos tratamentos quimioterápicos. A apresentação clínica clássica do TEP inclui dispneia súbita, dor torácica pleurítica, tosse e, em alguns casos, hemoptise. A taquicardia é um achado comum. Diante de alta suspeita clínica, a angiotomografia de tórax (AngioTC de tórax) é o exame diagnóstico de escolha, oferecendo alta sensibilidade e especificidade para visualizar os trombos nas artérias pulmonares. O tratamento inicial do TEP agudo, na ausência de contraindicações, é a anticoagulação plena. A heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular) é a droga de primeira linha, pois atua rapidamente na prevenção da formação e crescimento de novos trombos. Trombolíticos são reservados para pacientes com TEP de alto risco e instabilidade hemodinâmica, enquanto o AAS não tem papel no tratamento agudo do TEP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Tromboembolismo Pulmonar?

Os principais fatores de risco incluem imobilização prolongada, cirurgia recente, câncer, terapia hormonal, gravidez, trombofilias hereditárias ou adquiridas, obesidade e histórico prévio de trombose venosa profunda (TVP) ou TEP.

Quando a angiotomografia de tórax é o exame de escolha para TEP?

A angiotomografia de tórax é o exame de escolha para TEP em pacientes com alta ou intermediária probabilidade clínica, ou quando o D-dímero é elevado em pacientes de baixa probabilidade. É o método mais utilizado para confirmar o diagnóstico.

Qual a diferença entre o tratamento com heparina e trombolíticos no TEP?

A heparina (não fracionada ou de baixo peso molecular) é o tratamento inicial padrão para TEP, prevenindo a formação e crescimento de trombos. Trombolíticos são agentes que dissolvem trombos existentes e são reservados para TEP de alto risco com instabilidade hemodinâmica, devido ao maior risco de sangramento.

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