UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2021
Homem de 43 anos, portador de feocromocitoma, foi submetido à adrenalectomia transperitonial bilateral videolaparoscópica por ter nódulos bilaterais nas adrenais. No pré-operatório, foi feito o preparo clínico com alfa e betabloqueio. Além de ser acometido pelo feocromocitoma, é obeso, diabético e tem hipertensão secundária de difícil controle (uso diário de 5 anti-hipertensivos). No pósoperatório imediato, esse paciente foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva para melhor monitorização e controle hemodinâmico. Ele teve pouca mobilidade nos dois dias subsequentes à cirurgia, evoluindo no 3º dia de pós-operatório com taquipneia, hemoptise e queda de saturação de oxigênio, mas com estabilidade hemodinâmica.Com relação a esse caso e o seu diagnóstico, é correto afirmar que
TEP: Angiotomografia, angiorressonância e arteriografia pulmonar são exames confirmatórios diretos que detectam o trombo.
Em pacientes com suspeita de TEP e probabilidade intermediária/alta, exames de imagem como angiotomografia, angiorressonância ou arteriografia pulmonar são essenciais para a confirmação diagnóstica, pois visualizam diretamente o trombo na circulação pulmonar.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. O caso clínico apresenta um paciente com múltiplos fatores de risco para TEP, incluindo cirurgia recente (adrenalectomia), obesidade, diabetes e pouca mobilidade pós-operatória, que desenvolve sintomas clássicos como taquipneia, hemoptise e queda de saturação. O diagnóstico de TEP é desafiador devido à sua apresentação clínica variada e inespecífica. A avaliação inicial envolve a estratificação da probabilidade clínica (escores de Wells ou Geneva) e a dosagem de D-dímero. Embora um D-dímero normal possa excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade, ele não é suficiente em casos de alta suspeita. Os exames confirmatórios diretos são cruciais e incluem a angiotomografia computadorizada de tórax (padrão-ouro), angiorressonância pulmonar e, em casos selecionados, a arteriografia pulmonar, que visualizam diretamente o trombo. A fisiopatologia do TEP envolve a obstrução do fluxo sanguíneo pulmonar, levando a um aumento da resistência vascular pulmonar e, consequentemente, da pós-carga do ventrículo direito. Isso pode resultar em disfunção e falência ventricular direita. O tratamento imediato consiste em anticoagulação para prevenir a progressão do trombo e novos eventos. A escolha do anticoagulante e a duração do tratamento dependem da gravidade do TEP e dos fatores de risco do paciente.
Fatores de risco incluem cirurgia recente (especialmente abdominal/pélvica), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, obesidade, uso de estrogênios e idade avançada, como visto no caso do paciente pós-adrenalectomia.
O D-dímero é útil para EXCLUIR TEP em pacientes com baixa ou intermediária probabilidade pré-teste. Um resultado normal torna o TEP improvável nesses casos, mas não o exclui em alta probabilidade.
O tratamento inicial para TEP é a anticoagulação, geralmente com heparina de baixo peso molecular ou não fracionada, seguida por anticoagulantes orais diretos ou antagonistas da vitamina K, para prevenir a progressão do trombo.
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