HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Paciente sexo feminino, 45 anos, tabagista, realizou cirurgia de abdominoplastia há 2 semanas, procura o pronto-socorro com queixa de dor torácica à direita, que piora a inspiração há 2 dias e cansaço. Exame físico com FC: 120 bpm, PA: 96 × 68 mmHg, FR: 20 ipm, SatO₂: 92% em ar ambiente, temperatura 35,8 °C, presença de crepitações pulmonares em hemitórax direito. Diante da principal suspeita diagnóstica, dentre as opções abaixo, as características presentes na paciente que conferem maior pontuação no escore de gravidade são:
TEP: Taquicardia (FC ≥ 110), hipotensão (PAS < 100), hipoxemia (SatO₂ < 90%) e hipotermia (T < 36°C) conferem maior gravidade no escore PESI.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para tromboembolismo pulmonar (TEP), como cirurgia recente (abdominoplastia), tabagismo e sexo feminino, além de sintomas e sinais vitais sugestivos (dor pleurítica, taquicardia, hipotensão, hipoxemia). O escore PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) ou sPESI (simplified PESI) é crucial para estratificar o risco e guiar a conduta, com parâmetros como FC, PA e temperatura sendo importantes para a pontuação de gravidade.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão total ou parcial da artéria pulmonar ou de seus ramos por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). A incidência é significativa, e o TEP é uma das principais causas de morte hospitalar evitável. Fatores de risco incluem cirurgias (como a abdominoplastia no caso), imobilização, tabagismo, câncer e trombofilias. O diagnóstico de TEP baseia-se na suspeita clínica, que é elevada em pacientes com dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e hipoxemia, especialmente na presença de fatores de risco. A estratificação de risco é crucial para o manejo. O escore PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) ou sua versão simplificada (sPESI) são ferramentas validadas para avaliar a mortalidade em 30 dias e guiar a decisão terapêutica. Parâmetros como idade, comorbidades (câncer, insuficiência cardíaca, doença pulmonar crônica), e achados clínicos (FC ≥ 110 bpm, PAS < 100 mmHg, FR ≥ 20 ipm, temperatura < 36°C, SatO₂ < 90%) são pontuados. A conduta inicial em um paciente com suspeita de TEP e instabilidade hemodinâmica (como hipotensão) é a estabilização e o início rápido da anticoagulação, com consideração para trombólise em casos de alto risco. A investigação diagnóstica inclui dosagem de D-dímero (se baixa probabilidade clínica), angiotomografia de tórax (padrão-ouro) ou cintilografia pulmonar. O tratamento visa prevenir a progressão do trombo, reduzir o risco de recorrência e melhorar a perfusão pulmonar, sendo a anticoagulação a base do manejo.
Os principais fatores de risco incluem cirurgia recente (especialmente ortopédica e abdominal), imobilização prolongada, câncer, trombofilias, uso de contraceptivos orais, gravidez e puerpério, obesidade e tabagismo.
O escore PESI é uma ferramenta de estratificação de risco que avalia a mortalidade em 30 dias de pacientes com TEP. Ele considera idade, comorbidades e parâmetros clínicos para classificar o paciente em classes de risco (I a V), auxiliando na decisão sobre tratamento ambulatorial ou hospitalar.
Os sintomas mais comuns são dispneia súbita, dor torácica pleurítica, tosse e taquipneia. Sinais incluem taquicardia, hipoxemia, e em casos graves, hipotensão e sinais de choque.
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