HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Paciente de 47 anos está no segundo pós operatório de histerectomia radical com linfadenectomia, por adenocarcinoma de endométrio. Tem antecedentes de hipertensão arterial. Apresentou dispneia de início súbito. Pulso: 115 bpm, PA: 100 × 70 mmHg, frequência respiratória: 34 rpm, temperatura: 36 °C, SatO2: 90%, com cateter de oxigênio. A radiografia de tórax não mostra alterações. A hipótese diagnóstica mais provável e conduta são?
Pós-op + Dispneia súbita + Taquicardia + RX normal → TEP até que se prove o contrário.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação grave e frequente em pós-operatórios de grandes cirurgias pélvicas oncológicas. A angiotomografia é o exame de escolha pela alta acurácia diagnóstica.
Cirurgias oncológicas e pélvicas extensas (como a histerectomia radical) colocam o paciente em estado de hipercoagulabilidade (Tríade de Virchow: estase, lesão endotelial e hipercoagulabilidade). A vigilância clínica para eventos tromboembólicos deve ser rigorosa, e a profilaxia farmacológica e mecânica é mandatória nesses casos.
O TEP é primariamente um distúrbio de perfusão. Alterações radiológicas como a cunha de Hampton ou sinal de Westermark são raras e tardias; a normalidade do RX em um paciente muito dispneico reforça a suspeita de TEP.
Taquipneia (frequência respiratória elevada), taquicardia e dispneia de início súbito são os achados mais frequentes e devem disparar o protocolo de investigação.
Deve-se garantir estabilização hemodinâmica, ofertar oxigênio suplementar e proceder imediatamente para a confirmação diagnóstica, preferencialmente por Angiotomografia de tórax.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo