HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Homem de 24 anos de idade dá entrada na unidade de emergência por quadro de dispneia importante, de início súbito. Refere ter iniciado quadro de coriza, mialgia e febre há 1 semana. Há 2 horas da admissão evoluiu com início súbito de dispneia aos esforços extra habituais (não conseguiu realizar corrida matinal como de costume), mas mantendo capacidade de realizar atividades habituais. Ao exame clínico, apresenta temperatura axilar de 38°C, frequência cardíaca de 125 bpm, frequência respiratória de 32 ipm e saturação periférica de oxigênio de 90% em ar ambiente. A ausculta pulmonar apresentou murmúrios vesiculares presentes bilateralmente, simétricos, com discretos estertores crepitantes bilateralmente. Sobre o caso clínico apresentado, assinale a alternativa correta:
Dispneia súbita + taquicardia/taquipneia/hipoxemia + infecção viral prévia → TEP, investigar com angiotomografia.
O quadro de dispneia súbita, taquicardia, taquipneia e hipoxemia em um jovem com infecção viral recente é altamente sugestivo de TEP, pois infecções virais aumentam o risco de trombose. A angiotomografia é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que pode se apresentar com dispneia súbita, taquicardia, taquipneia e hipoxemia, como observado no caso. Embora seja mais comum em idosos ou pacientes com fatores de risco clássicos (cirurgia, imobilização, câncer), é crucial reconhecer que infecções, incluindo as virais, são fatores de risco independentes para trombose venosa e TEP, mesmo em indivíduos jovens e previamente saudáveis. A fisiopatologia do TEP envolve a oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). Infecções virais podem induzir um estado pró-trombótico por meio da ativação inflamatória, disfunção endotelial e alterações na coagulação. O diagnóstico é desafiador devido à inespecificidade dos sintomas, mas a suspeita clínica é fundamental. A conduta para TEP suspeito envolve a estratificação de risco e a confirmação diagnóstica. A angiotomografia de artérias pulmonares é o padrão-ouro para o diagnóstico. O dímero-D pode ser útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade pré-teste, mas não para confirmá-lo. A anticoagulação profilática não é indicada para todos os quadros gripais, e a antibioticoterapia empírica não trata TEP. Portanto, a alternativa correta foca na hipótese de TEP e na investigação adequada.
Em pacientes jovens, o TEP pode se manifestar com dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia, taquipneia e hipoxemia. A presença de fatores de risco, como infecção viral recente, deve aumentar a suspeita.
A conduta inicial para suspeita de TEP inclui avaliação clínica (escala de Wells), dosagem de dímero-D (se baixa probabilidade pré-teste) e, se alta probabilidade ou dímero-D elevado, angiotomografia de artérias pulmonares para confirmação diagnóstica.
Infecções virais podem aumentar o risco de trombose através de mecanismos como inflamação sistêmica, disfunção endotelial, ativação plaquetária e alterações na cascata de coagulação, criando um estado pró-trombótico.
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