Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2024
Paciente, 33 anos, sexo feminino, chega ao P.S com dor queixa de dor torácica súbita, dispneia e hipotensão. No seu histórico, de importante, apenas o fato de fazer uso de anticoncepcional hormonal para tratamento de sangramento uterino disfuncional. Um Ddímero realizado na admissão veio normal. Radiografia de tórax e ECG sem alterações significativas, o próximo passo mais acurado para elucidação diagnostica é:
Dor torácica súbita + dispneia + hipotensão + uso de ACO → alta suspeita de TEP, mesmo com D-dímero normal em alta probabilidade.
A paciente apresenta sintomas clássicos de TEP (dor torácica súbita, dispneia, hipotensão) e fator de risco importante (uso de anticoncepcional hormonal). Embora o D-dímero normal geralmente exclua TEP em pacientes de baixa probabilidade, em casos de alta probabilidade clínica, exames de imagem como a angiotomografia de tórax são mandatórios para confirmação diagnóstica.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP). A apresentação clínica é variada, mas sintomas como dor torácica súbita, dispneia e taquicardia são comuns. A hipotensão, como no caso da paciente, sugere um TEP de alto risco. A avaliação diagnóstica do TEP começa com a estratificação da probabilidade clínica, utilizando escores como Wells ou Geneva. A paciente do caso apresenta fatores de risco (uso de anticoncepcional hormonal) e sintomas que a colocam em alta probabilidade clínica. Nesses casos, mesmo com um D-dímero normal, a investigação por imagem é imperativa. O D-dímero possui um alto valor preditivo negativo para TEP em pacientes de baixa ou intermediária probabilidade, mas não é suficiente para excluir o diagnóstico em pacientes com alta probabilidade clínica. A angiotomografia de tórax (AngioTC) é o método de imagem de escolha para confirmar ou excluir o TEP, pois permite a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares. Outros exames como radiografia de tórax e ECG são úteis para excluir diagnósticos diferenciais, mas raramente são diagnósticos para TEP por si só. A agilidade no diagnóstico e início do tratamento é crucial para reduzir a morbimortalidade associada ao TEP.
O D-dímero pode ser normal em TEP de pequena monta, TEP crônico, ou em pacientes com alta probabilidade clínica onde a sensibilidade do teste é menor. Em pacientes com alta probabilidade pré-teste, um D-dímero normal não exclui TEP.
Fatores de risco incluem uso de anticoncepcionais hormonais, gravidez, puerpério, cirurgias recentes, imobilização prolongada, câncer, trombofilias, obesidade e idade avançada.
A angiotomografia de tórax (AngioTC) é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico de TEP, pois permite visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares, além de fornecer informações sobre o parênquima pulmonar e o coração.
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