PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2026
Homem de 72 anos, tabagista, com hipertensão e diabetes, procura o pronto socorro com quadro de dispneia súbita há 6 horas, dor torácica ventilatório dependente e tosse seca. Exame físico: PA: 128/78 mmHg FC: 112 bpm FR: 26 irpm SatO2: 90% em ar ambiente Temperatura: 37,2 C Sem estertores, bulhas normofonéticas, sem sinais de choque. Exames: Dímero D elevado. AngioTC de tórax: trombo em artéria lobar direita. Ecocardiograma: função do ventrículo direito preservada. Troponina: normal. PESI calculado: classe III. Qual a classificação de risco e a conduta adequada para este paciente?
TEP risco intermediário baixo (PESI III, VD preservado, troponina normal) → Anticoagulação = Enoxaparina 1 mg/kg 12/12h.
A estratificação de risco no tromboembolismo pulmonar (TEP) é crucial para definir a conduta; pacientes com TEP de risco intermediário baixo, como aqueles com PESI classe III, função de ventrículo direito preservada e troponina normal, devem ser tratados com anticoagulação plena, geralmente com heparina de baixo peso molecular. A trombólise é reservada para TEP de alto risco ou intermediário-alto com deterioração clínica.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que exige rápida estratificação de risco para guiar o tratamento. A classificação de risco é fundamental para determinar se o paciente necessita apenas de anticoagulação, ou se há indicação para terapias mais agressivas como a trombólise. Fatores como a presença de instabilidade hemodinâmica, disfunção de ventrículo direito e elevação de biomarcadores cardíacos são cruciais nessa avaliação. Pacientes classificados como TEP de risco intermediário baixo, como no caso apresentado (PESI classe III, sem disfunção de VD ou troponina elevada), são tratados primariamente com anticoagulação plena. As heparinas de baixo peso molecular, como a enoxaparina, são frequentemente a escolha inicial, administradas em doses terapêuticas. A compreensão detalhada desses critérios e das opções terapêuticas é essencial para a prática clínica do residente.
A escala PESI (Pulmonary Embolism Severity Index) é utilizada para estratificar o risco de mortalidade em 30 dias de pacientes com TEP, auxiliando na decisão sobre o local de tratamento e a intensidade da terapia.
O TEP de risco intermediário baixo é caracterizado por ausência de instabilidade hemodinâmica, ausência de disfunção de ventrículo direito (avaliada por ecocardiograma ou angioTC) e ausência de elevação de biomarcadores cardíacos (troponina, BNP).
A trombólise é indicada para pacientes com TEP de alto risco (instabilidade hemodinâmica) e pode ser considerada em casos selecionados de TEP de risco intermediário-alto com deterioração clínica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo