SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2020
Homem, 42 anos de idade, internado em enfermaria, em terceiro dia pósoperatório de correção de fratura de fêmur esquerdo, após acidente de motocicleta. Evolui com dispneia súbita, mesmo em repouso, e tosse seca. Nega comorbidades. Ao exame físico, apresenta-se afebril, normocorado, com FC: 110bpm, PA: 100X74mmHg, FR: 28irpm, SatO2 89% em ar ambiente. Ausculta cardiorrespiratória sem alterações. Membro inferior esquerdo com edema 2+/4+ e ferida operatória com bom aspecto. Já iniciada oxigenoterapia. Diante do quadro descrito, indique o exame de imagem de escolha que deve ser solicitado para confirmação diagnóstica.
Suspeita de TEP em pós-operatório com hipoxemia e dispneia súbita → Angiotomografia de Tórax.
O paciente apresenta um quadro clássico de Tromboembolismo Pulmonar (TEP) após cirurgia ortopédica, um fator de risco importante. A dispneia súbita, taquicardia e hipoxemia, com ausculta pulmonar normal, são altamente sugestivos. A Angiotomografia de Tórax (AngioTC) é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP devido à sua alta sensibilidade e especificidade.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de mortalidade hospitalar. É caracterizado pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. Pacientes em pós-operatório, especialmente após cirurgias ortopédicas de grande porte como a correção de fratura de fêmur, possuem um risco significativamente elevado devido à imobilização, trauma tecidual e estado de hipercoagulabilidade. O quadro clínico de TEP é variável, mas a apresentação clássica inclui dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquicardia e hipoxemia, muitas vezes com ausculta pulmonar normal. A suspeita clínica é crucial e deve ser seguida por uma investigação diagnóstica rápida. A Angiotomografia de Tórax (AngioTC) com contraste é o exame de imagem padrão-ouro para a confirmação do TEP, pois permite a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares e a avaliação da extensão do acometimento. Para residentes, é vital reconhecer os fatores de risco e o quadro clínico sugestivo de TEP, bem como a sequência diagnóstica adequada. A escolha da AngioTC como exame confirmatório é baseada em sua alta acurácia e disponibilidade na maioria dos centros. O manejo precoce com anticoagulação é fundamental para reduzir a morbimortalidade, tornando o diagnóstico rápido e preciso uma prioridade na prática médica.
Os principais fatores incluem cirurgias ortopédicas (especialmente de quadril e joelho), trauma, imobilização prolongada, malignidade, idade avançada, obesidade e história prévia de TEV.
A AngioTC de tórax oferece alta sensibilidade e especificidade para visualizar trombos nas artérias pulmonares, permitindo a confirmação diagnóstica rápida e precisa, além de avaliar outras causas de dispneia.
O D-dímero pode ser usado para excluir TEP em pacientes de baixo risco. A cintilografia pulmonar V/Q é uma alternativa para pacientes com contraindicação à AngioTC, e o ecocardiograma pode avaliar a sobrecarga do ventrículo direito.
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