TEP em Câncer: Diagnóstico Rápido e Tratamento Essencial

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente sexo masculino, 68 anos, é admitido na Unidade de Emergência com quadro de dispneia súbita e dor torácica intensificada, com a inspiração profunda. Nega febre e outros sintomas. Possui diagnóstico de câncer de próstata, com metástase em coluna lombar. Ao exame físico, encontrava-se consciente e orientado, Glasgow 15, normotenso, taquicárdico, taquipnéico e hipoxêmico (SatO2 82% em ar ambiente), com MV +, sem ruídos adventícios. Assinale a alternativa que contém a principal hipótese diagnóstica, o exame complementar mais importante e tratamento mais adequado para o caso clínico descrito acima:

Alternativas

  1. A) Síndrome coronariana aguda; Eletrocardiograma; AAS, clopidogrel, morfina, enoxaparina, nitrato.
  2. B) Pneumonia; Radiografia de tórax; Ceftriaxona e azitromicina.
  3. C) Tromboembolismo pulmonar; D-dímero; Alteplase.
  4. D) Tromboembolismo pulmonar; Angiotomografia de tórax; Enoxaparina 1 mg/kg a cada 12 horas.

Pérola Clínica

Câncer + dispneia súbita + dor pleurítica + hipoxemia → TEP. Angio-TC é padrão ouro, enoxaparina tratamento inicial.

Resumo-Chave

Pacientes oncológicos têm alto risco de TEP devido ao estado protrombótico. A apresentação clássica inclui dispneia súbita, dor torácica pleurítica e hipoxemia. A angiotomografia de tórax é o exame de escolha para confirmação diagnóstica, e a anticoagulação é o tratamento primordial.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originário de uma trombose venosa profunda (TVP). Em pacientes oncológicos, a incidência de TEP é significativamente maior devido ao estado de hipercoagulabilidade induzido pelo câncer e seus tratamentos, sendo uma das principais causas de morbimortalidade nessa população. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com dispneia súbita, dor torácica pleurítica e hipoxemia. O diagnóstico de TEP baseia-se na avaliação da probabilidade clínica (usando escores como Wells ou Genebra) e exames complementares. A angiotomografia de tórax com contraste é o padrão-ouro para a confirmação diagnóstica, permitindo a visualização direta dos trombos. O D-dímero pode ser útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade, mas não é diagnóstico em casos de alta suspeita ou em pacientes com câncer, onde pode estar elevado por outras razões. O tratamento do TEP visa prevenir a progressão do trombo, reduzir a mortalidade e evitar recorrências. A anticoagulação é a pedra angular do tratamento, sendo a enoxaparina (heparina de baixo peso molecular) uma opção comum para o tratamento inicial. A trombólise é reservada para pacientes com TEP maciço e instabilidade hemodinâmica. A duração da anticoagulação varia, mas em pacientes com câncer, geralmente é prolongada, muitas vezes por pelo menos 3 a 6 meses, com heparinas de baixo peso molecular sendo preferidas em relação aos antagonistas da vitamina K.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para TEP em pacientes com câncer?

Pacientes com câncer apresentam um estado de hipercoagulabilidade devido à ativação da cascata de coagulação por células tumorais, quimioterapia e imobilização, aumentando significativamente o risco de TEP.

Qual o exame de imagem mais indicado para confirmar TEP em um paciente com alta suspeita?

A angiotomografia de tórax é o exame de imagem de escolha para confirmar o diagnóstico de TEP, pois permite visualizar diretamente os trombos nas artérias pulmonares.

Quando a trombólise é indicada no tratamento do TEP?

A trombólise é reservada para casos de TEP maciço com instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente), enquanto a anticoagulação é o tratamento padrão para TEP não maciço.

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