TEP Maciço em Choque: Trombectomia Mecânica

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2020

Enunciado

 Paciente de 53 anos, internado em Unidade de Terapia Intensiva para pós-operatório de retossigmoidectomia à Hartmann devido neoplasia de cólon. No 1º pós-operatório paciente evolui com dispneia e dor torácica ventilatório dependente. Exame físico com PA 70x50 mmHg, Sat O2 82%, murmúrios vesiculares presentes e simétricos, sem ruídos adventícios. Radiografia de tórax sem alterações e ecocardiograma transtorácico demonstrado a seguir. Qual opção terapêutica mais adequada para tratar a causa do choque circulatório desse paciente?

Alternativas

  1. A) Administrar Alteplase.
  2. B)  Antibioticoterapia de amplo espectro.
  3. C) Pericardiocentese.
  4. D) Heparina não fracionada.
  5. E) Trombectomia mecânica.

Pérola Clínica

TEP maciço com choque → Trombólise ou Trombectomia mecânica (se contraindicação/falha trombolítica).

Resumo-Chave

Paciente em pós-operatório com dispneia, dor torácica pleurítica, hipotensão e hipoxemia, sem alterações na radiografia de tórax, sugere fortemente Tromboembolismo Pulmonar (TEP) maciço, causando choque obstrutivo. A instabilidade hemodinâmica exige intervenção rápida, como trombectomia mecânica, especialmente se houver contraindicação à trombólise ou falha terapêutica.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave, especialmente quando se apresenta como TEP maciço, caracterizado por instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão). Pacientes em pós-operatório, como o descrito, têm um risco aumentado de TEP devido à imobilização, cirurgia e estado de hipercoagulabilidade. A tríade clássica de dispneia, dor torácica pleurítica e hipoxemia, associada à hipotensão e um ecocardiograma que sugere sobrecarga de ventrículo direito (mesmo sem a imagem, o contexto clínico e o gabarito apontam para isso), é altamente sugestiva de TEP maciço. O TEP maciço causa choque obstrutivo, uma vez que a oclusão da artéria pulmonar impede o fluxo sanguíneo para os pulmões, levando à falência do ventrículo direito e à diminuição do débito cardíaco. Nesses casos, a intervenção rápida é crucial para salvar a vida do paciente. As opções terapêuticas incluem a trombólise sistêmica, que visa dissolver o trombo, e a trombectomia mecânica ou cirúrgica, que remove o trombo fisicamente. A trombectomia mecânica é uma opção terapêutica cada vez mais utilizada, especialmente em pacientes com TEP maciço que possuem contraindicações à trombólise (como sangramento recente ou cirurgia recente, que é o caso do paciente do enunciado), ou naqueles que falham à trombólise. Ela permite a remoção rápida do trombo e a restauração do fluxo sanguíneo pulmonar, melhorando a hemodinâmica e a oxigenação. Para residentes, é fundamental reconhecer rapidamente o TEP maciço, avaliar a estabilidade hemodinâmica e conhecer as opções de tratamento, incluindo a trombectomia, para garantir a melhor conduta e prognóstico para o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um Tromboembolismo Pulmonar (TEP) maciço?

Um TEP maciço se manifesta com instabilidade hemodinâmica, como hipotensão (choque), dispneia súbita e grave, dor torácica pleurítica, taquicardia e hipoxemia. Pode haver sinais de falência ventricular direita no exame físico e ecocardiograma.

Quando a trombectomia mecânica é indicada para TEP?

A trombectomia mecânica é indicada para TEP maciço (com choque ou hipotensão persistente) quando há contraindicações absolutas à trombólise sistêmica, falha da trombólise, ou em centros com expertise para essa intervenção. É uma opção para remover o trombo e restaurar o fluxo sanguíneo pulmonar.

Qual a diferença entre TEP de alto risco e TEP de risco intermediário?

O TEP de alto risco é caracterizado por instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão), exigindo tratamento emergencial. O TEP de risco intermediário não apresenta instabilidade hemodinâmica, mas tem sinais de disfunção ventricular direita ou lesão miocárdica (biomarcadores elevados), indicando um risco aumentado de deterioração clínica.

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