TEP Maciço: Diagnóstico e Tratamento Urgente com Trombólise

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Mulher transgênero, 35 anos de idade, realizou cirurgia plástica há 3 semanas. Procura PS após síncope, dor torácica e dispneia. Faz uso de estrogênio nos últimos 10 anos e há 3 meses trocou para injetável. Exame físico: REG, T = 37,1˚C, PA = 90/50 mmHg, FC = 110 bpm, FR = 22 irpm, SpO₂ = 94% (ar ambiente). Ausculta pulmonar e cardíaca normais. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, qual é a conduta mais apropriada?

Alternativas

  1. A) Angiotomografia de tórax e infusão endovenosa de heparina não fracionada em bomba de infusão continua nas próximas 48h
  2. B) Dímero-D e heparina de baixo peso molecular em dose profilática enquanto aguarda o resultado do exame
  3. C) Dímero-D, angiotomografia de tórax e heparina de baixo peso molecular em dose plena nas primeiras 48h seguida de anticoagulante de ação direta
  4. D) Ecodopplercardiograma e infusão endovenosa de rt-PA em 2h

Pérola Clínica

TEP com instabilidade hemodinâmica (síncope, hipotensão) → Trombólise imediata (rt-PA) + Ecocardiograma.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clínico de tromboembolismo pulmonar (TEP) com instabilidade hemodinâmica (síncope, hipotensão), o que classifica o TEP como maciço ou de alto risco. Fatores de risco incluem cirurgia recente e uso de estrogênio injetável. Nesses casos, a trombólise com rt-PA é a conduta de escolha para restaurar o fluxo sanguíneo pulmonar e estabilizar o paciente, sendo o ecocardiograma útil para avaliar a disfunção de ventrículo direito.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morte hospitalar. O TEP maciço é definido pela presença de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque), indicando uma obstrução significativa da circulação pulmonar e disfunção ventricular direita. Fatores de risco incluem cirurgia recente, imobilização prolongada, câncer, trombofilias e uso de terapia hormonal estrogênica, especialmente em doses elevadas ou via injetável. O diagnóstico de TEP maciço é clínico, baseado na apresentação aguda de dispneia, dor torácica, síncope e sinais de choque. Embora a angiotomografia de tórax seja o padrão-ouro para o diagnóstico, em pacientes instáveis, o ecocardiograma à beira do leito pode rapidamente demonstrar sinais de sobrecarga e disfunção do ventrículo direito, auxiliando na decisão terapêutica urgente. O dímero-D não é útil em pacientes com alta probabilidade clínica ou instabilidade hemodinâmica. A conduta no TEP maciço é uma emergência médica. A trombólise sistêmica com agentes como o rt-PA (alteplase) é a terapia de escolha para restaurar a perfusão pulmonar e estabilizar o paciente. A anticoagulação com heparina é iniciada concomitantemente, mas não é suficiente para reverter o choque. Em casos de contraindicação à trombólise ou falha terapêutica, outras opções incluem embolectomia cirúrgica ou percutânea. O manejo rápido e agressivo é crucial para melhorar o prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para um TEP maciço ou de alto risco?

Os sinais de alerta para um TEP maciço incluem instabilidade hemodinâmica, como hipotensão persistente (PA sistólica < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg), choque obstrutivo, síncope e bradicardia grave. A presença desses sinais indica a necessidade de intervenção imediata devido ao alto risco de mortalidade.

Por que a trombólise é a conduta mais apropriada para TEP com instabilidade hemodinâmica?

A trombólise, com agentes como o rt-PA, é a conduta mais apropriada porque visa dissolver o trombo que está obstruindo a artéria pulmonar, restaurando rapidamente o fluxo sanguíneo e melhorando a hemodinâmica. Em pacientes instáveis, a anticoagulação isolada não é suficiente para reverter o quadro de choque e a trombólise oferece a melhor chance de sobrevida.

Quais fatores de risco contribuíram para o TEP nesta paciente?

Nesta paciente, dois fatores de risco importantes são a cirurgia plástica recente (3 semanas antes), que aumenta o risco de trombose venosa profunda e TEP, e o uso de estrogênio, especialmente na forma injetável, que está associado a um risco aumentado de eventos tromboembólicos. A combinação desses fatores eleva significativamente a probabilidade de TEP.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo