TEP Maciço Pós-operatório: Manejo da Instabilidade Hemodinâmica

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 60 anos, internada, em pós-operatório de gastrectomia total por adenocarcinoma gástrico, apresenta quadro de dispneia súbita, após sete dias de realização da cirurgia. Ao exame, encontra-se taquicárdica, taquipneica, hipoxêmica e hipotensa, apesar da hidratação venosa. A tomografia computadorizada (TC) de tórax evidencia falha de enchimento de artéria pulmonar esquerda, em sua porção proximal, e aumento do diâmetro do ventrículo direito. No momento, além de estabilização hemodinâmica e suporte ventilatório, a conduta mais apropriada é:

Alternativas

  1. A) trombólise endovenosa
  2. B) embolectomia por cateter
  3. C) instalação de filtro de veia cava inferior
  4. D) anticoagulação com heparina de baixo peso molecular

Pérola Clínica

TEP maciço com instabilidade hemodinâmica e disfunção VD → reperfusão urgente (trombólise ou embolectomia).

Resumo-Chave

Paciente pós-operatório com dispneia súbita, instabilidade hemodinâmica e sinais de TEP maciço (falha de enchimento arterial pulmonar, aumento VD na TC) necessita de reperfusão urgente. A escolha entre trombólise e embolectomia depende do risco de sangramento e da disponibilidade.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação grave, especialmente em pacientes pós-operatórios, devido ao estado de hipercoagulabilidade e imobilidade. Um TEP maciço, caracterizado por instabilidade hemodinâmica (hipotensão, choque) e sinais de disfunção do ventrículo direito (como o aumento do VD na TC), é uma emergência médica com alta mortalidade. Nesses casos, a reperfusão pulmonar é a conduta mais apropriada para restaurar o fluxo sanguíneo e estabilizar o paciente. As opções incluem a trombólise sistêmica (com agentes como alteplase) ou a embolectomia, que pode ser cirúrgica ou por cateter. A escolha depende de fatores como o risco de sangramento do paciente e a disponibilidade de recursos. A embolectomia por cateter tem ganhado destaque como alternativa à trombólise em pacientes com contraindicações para agentes trombolíticos ou naqueles que falham à trombólise. A anticoagulação é fundamental, mas não é a única medida em TEP maciço, sendo iniciada após a decisão de reperfusão e mantida a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um TEP como maciço ou de alto risco?

Um TEP é classificado como maciço ou de alto risco quando há instabilidade hemodinâmica, definida por choque ou hipotensão persistente, e/ou disfunção do ventrículo direito.

Qual a importância do aumento do ventrículo direito na TC de tórax em um TEP?

O aumento do ventrículo direito na TC de tórax indica sobrecarga de pressão e disfunção ventricular direita, um sinal prognóstico importante de gravidade e alto risco de mortalidade no TEP.

Quando a embolectomia por cateter é indicada no TEP maciço?

A embolectomia por cateter é indicada no TEP maciço com instabilidade hemodinâmica, especialmente em pacientes com alto risco de sangramento que contraindica a trombólise sistêmica, ou na falha da trombólise.

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