TEP com Instabilidade Hemodinâmica: Trombólise Urgente

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 67 anos, previamente hígida, internada por dispneia súbita, hemoptise e dor torácica há 1 hora. Tromboembolismo pulmonar foi confirmado por angiotomografia de tórax, sendo iniciada anticoagulação plena com enoxaparina. A dispneia passou a ser dispneia passou a ser discreta, aos esforços. No terceiro dia de internação apresentou se em REG, descorada (+/4+), consciente. Murmúrio vesicular simétrico, sem ruídos adventícios FR: 30 ipm. Ritmo cardíaco regular, FC: 128 bpm. PA: 60 x 30 mmHg, má perfusão distal. Sem sinais neurológicos focais. Eletrocardiograma abaixo:

Alternativas

  1. A) Realizar cinecoronariografia.
  2. B) Controle de frequência cardíaca.
  3. C) Trombólise com alteplase.
  4. D) Repetir angiotomografia.

Pérola Clínica

TEP com instabilidade hemodinâmica (choque) → Trombólise sistêmica (alteplase) é a conduta de escolha para restaurar a perfusão pulmonar.

Resumo-Chave

Em pacientes com tromboembolismo pulmonar (TEP) que apresentam instabilidade hemodinâmica (choque), a trombólise sistêmica com alteplase é a terapia de escolha, pois visa dissolver o trombo rapidamente, restaurar o fluxo sanguíneo pulmonar e reverter a falência do ventrículo direito, que é a principal causa da instabilidade.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave que ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) obstrui uma ou mais artérias pulmonares. A apresentação clínica varia amplamente, desde assintomática até choque cardiogênico e morte súbita. A dispneia súbita, dor torácica pleurítica e hemoptise são sintomas clássicos. A classificação do TEP em termos de risco é crucial para guiar o tratamento. Pacientes com TEP e instabilidade hemodinâmica (choque, hipotensão persistente) são classificados como TEP de alto risco ou maciço. Nesses casos, a mortalidade é significativamente elevada devido à falência do ventrículo direito e à redução do débito cardíaco. A conduta para TEP de alto risco é a reperfusão emergencial. A trombólise sistêmica com agentes como a alteplase é a terapia de escolha, pois promove a lise rápida do trombo, restaurando o fluxo sanguíneo e revertendo o choque. A anticoagulação plena é iniciada em todos os pacientes com TEP, mas não é suficiente para reverter a instabilidade hemodinâmica.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para TEP de alto risco ou maciço?

TEP de alto risco ou maciço é caracterizado pela presença de instabilidade hemodinâmica, definida como choque (hipotensão persistente, PAM < 90 mmHg ou queda > 40 mmHg da basal, sinais de hipoperfusão) ou parada cardiorrespiratória.

Por que a trombólise é indicada no TEP com instabilidade hemodinâmica?

A trombólise é indicada para TEP com instabilidade hemodinâmica porque dissolve rapidamente o trombo obstrutivo nas artérias pulmonares, reduzindo a pós-carga do ventrículo direito, melhorando a perfusão pulmonar e sistêmica, e revertendo o choque.

Quais são as contraindicações absolutas para trombólise no TEP?

As contraindicações absolutas incluem AVC hemorrágico prévio, AVC isquêmico nos últimos 3 meses, neoplasia intracraniana, malformação arteriovenosa cerebral, trauma craniano ou facial grave recente, cirurgia intracraniana/intraspinal recente, sangramento ativo ou diátese hemorrágica conhecida.

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