TEP Maciço Pós-COVID: Diagnóstico e Trombólise Urgente

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2022

Enunciado

Paciente de 26 anos de idade, curada recentemente de covid-19, chega ao departamento de emergência após apresentar quadro de síncope. Saturação de entrada 84%, sem melhora com oxigênio suplementar. Durante o procedimento de intubação orotraqueal, evolui para parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso. Após um ciclo de reanimação, 500 mL de soro fisiológico e uma ampola de adrenalina endovenosa, paciente apresenta ritmo sinusal, sem pressão arterial aferível, com pulso carotídeo cheio, pupilas foto reagentes e isocóricas. O ECG a seguir.Nesse momento, recomenda-se

Alternativas

  1. A) introduzir clexane dose plena.
  2. B) introduzir heparina não fracionada em dose plena.
  3. C) introduzir rivaroxabana.
  4. D) introduzir aspirina e clopidogrel.
  5. E) iniciar trombólise com alteplase.

Pérola Clínica

Pós-COVID, síncope, hipoxemia refratária e PCR em AESP → suspeitar TEP maciço. Trombólise é a conduta.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clínico altamente sugestivo de tromboembolismo pulmonar maciço (TEP), especialmente no contexto pós-COVID-19, com síncope, hipoxemia refratária e PCR em AESP. A trombólise é a terapia de escolha para TEP maciço com instabilidade hemodinâmica.

Contexto Educacional

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição grave, com alta morbimortalidade, especialmente quando se apresenta como TEP maciço, caracterizado por instabilidade hemodinâmica. A pandemia de COVID-19 aumentou significativamente a incidência de eventos trombóticos, incluindo TEP, devido ao estado pró-trombótico induzido pelo vírus. Pacientes pós-COVID-19 com dispneia súbita, síncope, hipoxemia refratária ou choque devem ter TEP como um diagnóstico diferencial prioritário. A fisiopatologia do TEP maciço envolve a oclusão de grandes vasos pulmonares por trombos, levando a um aumento agudo da pós-carga do ventrículo direito, dilatação ventricular, isquemia e, consequentemente, choque obstrutivo e/ou parada cardiorrespiratória em atividade elétrica sem pulso (AESP). A presença de pulso carotídeo cheio, mas sem pressão arterial aferível, em um paciente com choque pós-PCR, é um forte indicativo de TEP maciço. A conduta em TEP maciço com instabilidade hemodinâmica é a trombólise sistêmica com agentes como o alteplase, que visa dissolver o trombo e restaurar a perfusão pulmonar. A anticoagulação plena é fundamental, mas a trombólise é a terapia de resgate em casos de choque ou PCR. A decisão deve ser rápida, ponderando os riscos de sangramento contra o benefício de salvar a vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alerta para TEP maciço em pacientes pós-COVID-19?

Sinais de alerta incluem síncope, dispneia súbita e grave, hipoxemia refratária ao oxigênio, dor torácica pleurítica e instabilidade hemodinâmica, como choque ou PCR em AESP.

Por que a trombólise é indicada para TEP maciço com instabilidade hemodinâmica?

A trombólise visa dissolver rapidamente o trombo que está obstruindo a artéria pulmonar, restaurando o fluxo sanguíneo e revertendo a instabilidade hemodinâmica, que é a principal causa de mortalidade no TEP maciço.

Quais são as principais causas de Parada Cardiorrespiratória em Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)?

As causas de AESP são classicamente divididas em '5 Hs e 5 Ts': Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia; Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar.

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