UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Paciente 28 anos, em uso de anticoncepcional oral há 2 semanas, em pós-operatório de abdominoplastia e mamoplastia há 3 dias, procura atendimento por queixas de dispneia com início súbito há poucas horas. Nega qualquer sintoma prévio. Hemograma normal e raio-X de tórax normal. PA 120 X 80 mmHg, FC 115 bpm, SatO2 90% em ar ambiente. Para esse caso, sua conduta seria solicitar
Paciente pós-op + ACO + dispneia súbita + hipoxemia + taquicardia = ALTO RISCO TEP → TC tórax protocolo TEP.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco para TEP (anticoncepcional oral, pós-operatório recente de cirurgias de grande porte) e sintomas sugestivos (dispneia súbita, taquicardia, hipoxemia). Com base nesses dados, o risco de TEP é alto, justificando a investigação direta com angiotomografia de tórax (TC de tórax com contraste protocolo TEP), que é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes hospitalizados e ambulatoriais. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco. A paciente do caso apresenta uma combinação de fatores de risco significativos: uso de anticoncepcionais orais, que aumentam o risco de trombose, e o pós-operatório recente de cirurgias de grande porte (abdominoplastia e mamoplastia), que implicam imobilização prolongada, trauma tecidual e inflamação, todos contribuindo para um estado de hipercoagulabilidade. Os sintomas de dispneia súbita, taquicardia (FC 115 bpm) e hipoxemia (SatO2 90% em ar ambiente) são altamente sugestivos de TEP. Embora o hemograma e o raio-X de tórax sejam normais, isso não exclui o diagnóstico, pois o TEP pode ter achados radiológicos inespecíficos ou ausentes. Diante de um cenário de alto risco clínico, a investigação deve ser direcionada para a confirmação do TEP. Ferramentas como o escore de Wells ou Geneva podem auxiliar na estratificação do risco. Nesse contexto de alto risco, a angiotomografia de tórax com contraste (TC de tórax protocolo TEP) é o exame padrão-ouro para o diagnóstico definitivo do TEP, permitindo a visualização direta dos trombos nas artérias pulmonares. O D-dímero, embora útil para excluir TEP em pacientes de baixo ou intermediário risco, tem baixa especificidade em pacientes de alto risco ou com condições inflamatórias (como pós-operatório), onde pode estar elevado por outras causas. Portanto, em um paciente de alto risco, a TC de tórax é a conduta inicial mais apropriada para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento anticoagulante o mais rápido possível.
A paciente apresenta múltiplos fatores de risco: uso de anticoncepcional oral (ACO), que aumenta a trombogenicidade, e pós-operatório recente de cirurgias de grande porte (abdominoplastia e mamoplastia), que implicam imobilização e trauma tecidual.
Devido ao alto risco clínico de TEP (baseado nos fatores de risco e sintomas como dispneia súbita, taquicardia e hipoxemia), a angiotomografia de tórax com contraste (protocolo TEP) é o exame de escolha para confirmar ou excluir o diagnóstico de forma rápida e precisa.
O D-dímero é útil para excluir TEP em pacientes de baixo ou intermediário risco. Em pacientes de alto risco, como esta, um D-dímero positivo não exclui a necessidade de imagem. O ultrassom venoso de membros inferiores pode identificar trombose venosa profunda (TVP), mas não diagnostica TEP diretamente, sendo um exame complementar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo