UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Mulher, 35 anos de idade, chega ao pronto-socorro com queixa de dispneia de início súbito há um dia, dor torácica ventilatório-dependente e hemoptise de pequeno volume. Antecedentes pessoais: asmática, tabagista, em uso de contraceptivo oral e fratura de membro inferior direito há 30 dias com imobilização por duas semanas. Exame físico: FC = 110 bpm, FR = 22 ipm, PA = 120x80 mmHg, Sat O₂ = 92% em ar ambiente; ritmo cardíaco regular em dois tempos, sem sopros; pulmões com murmúrio vesicular e discretos sibilos presentes bilateralmente; membros inferiores sem edema. Quais são os exames para diagnóstico e estratificação de risco?
TEP: Angio-TC para diagnóstico; Eco + BNP para estratificação de risco de disfunção de VD.
Em pacientes com alta suspeita clínica de TEP e fatores de risco, a angiotomografia de tórax é o exame padrão-ouro para confirmação diagnóstica. A estratificação de risco é crucial para guiar o manejo, e o ecocardiograma e o BNP são ferramentas importantes para avaliar a disfunção do ventrículo direito e o prognóstico.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originário de uma trombose venosa profunda (TVP). Sua incidência é significativa, e o diagnóstico precoce e a estratificação de risco são cruciais para reduzir a mortalidade. Pacientes com fatores de risco como uso de contraceptivos orais, tabagismo e imobilização prolongada, que apresentam dispneia súbita, dor torácica pleurítica e hemoptise, devem ter TEP como principal hipótese diagnóstica. A fisiopatologia do TEP envolve a obstrução do fluxo sanguíneo pulmonar, levando a um aumento da pós-carga do ventrículo direito (VD) e, em casos graves, à sua disfunção e falência. O diagnóstico é confirmado pela angiotomografia computadorizada de tórax, que permite visualizar os trombos nas artérias pulmonares. A estratificação de risco é fundamental para guiar o tratamento e determinar o prognóstico. Exames como o ecocardiograma avaliam a função do VD, enquanto biomarcadores como o peptídeo natriurético tipo B (BNP) e a troponina indicam sobrecarga e lesão miocárdica do VD, respectivamente, sendo preditores de eventos adversos. O tratamento do TEP varia conforme a estratificação de risco, indo desde a anticoagulação para casos de baixo risco até a trombólise sistêmica ou embolectomia para pacientes de alto risco com instabilidade hemodinâmica. A identificação da disfunção do VD é um marcador prognóstico importante, indicando a necessidade de monitorização mais intensiva e, por vezes, terapias mais agressivas. A prevenção de novos eventos tromboembólicos com anticoagulação prolongada e a abordagem dos fatores de risco subjacentes são componentes essenciais do manejo a longo prazo.
O exame padrão-ouro para o diagnóstico de TEP é a angiotomografia computadorizada de tórax. Em casos selecionados, a cintilografia pulmonar de ventilação/perfusão pode ser uma alternativa.
A estratificação de risco envolve a avaliação clínica, biomarcadores como troponina e BNP, e exames de imagem como o ecocardiograma para identificar disfunção do ventrículo direito, que indica pior prognóstico.
Fatores de risco incluem uso de contraceptivos orais, tabagismo, imobilização prolongada, cirurgias recentes, malignidade, trombofilias e histórico prévio de trombose venosa profunda ou TEP.
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