SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Homem, 62 anos de idade, com histórico de câncer de próstata em tratamento, é trazido ao Pronto-Socorro com queixa de dor torácica súbita e intensa, associada a dispneia e síncope recente. Ao exame, encontra-se hipotenso (PA: 80x50mmHg), taquicárdico (FC: 130bpm), com SatO2: 85% em ar ambiente e extremidades frias. O exame físico revela estase jugular.O exame mais adequado para confirmação da hipótese etiológica, neste momento, diante deste caso:
TEP + Instabilidade hemodinâmica → Ecocardiograma (foco em VD) à beira do leito.
Em pacientes com suspeita de TEP e instabilidade hemodinâmica (choque), o ecocardiograma transtorácico é o exame de escolha imediata para identificar sinais de sobrecarga de VD, autorizando a trombólise se a Angio-TC for inviável.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) de alto risco é uma emergência médica definida pela presença de instabilidade hemodinâmica, manifestada por choque ou hipotensão persistente. A fisiopatologia central é a falência aguda do ventrículo direito (VD) devido ao aumento súbito da resistência vascular pulmonar causada pela obstrução embólica. O diagnóstico em pacientes instáveis deve ser focado na confirmação da disfunção do VD. O ecocardiograma à beira do leito (POCUS) torna-se a ferramenta mais valiosa, pois permite uma avaliação rápida sem a necessidade de transporte. Se houver evidência de sobrecarga de VD em um paciente chocado sem outra causa óbvia, o tratamento com trombolíticos ou embolectomia deve ser considerado de imediato, conforme as diretrizes da ESC e da SBC.
A Angiotomografia de Tórax (Angio-TC) é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de Tromboembolismo Pulmonar devido à sua alta sensibilidade e especificidade. No entanto, sua realização exige que o paciente esteja hemodinamicamente estável para ser transportado ao setor de radiologia e tolerar o decúbito. Em pacientes em choque obstrutivo, o risco do transporte muitas vezes supera o benefício imediato da imagem tomográfica.
O ecocardiograma transtorácico (ETT) é indicado prioritariamente em pacientes com suspeita de TEP que apresentam instabilidade hemodinâmica (PAS < 90 mmHg ou necessidade de vasopressores). Ele não visualiza o trombo na maioria das vezes, mas detecta sinais indiretos de alta pressão pulmonar e falência do ventrículo direito. Se o paciente está instável e o ETT mostra disfunção de VD, a terapia de reperfusão (trombólise) pode ser iniciada imediatamente.
Os principais sinais ecocardiográficos de sobrecarga aguda do ventrículo direito (VD) incluem a dilatação do VD (relação VD/VE > 1,0), o sinal de McConnell (aquinesia da parede livre do VD com preservação da contratilidade do ápice), o desvio do septo interventricular para a esquerda (septum paradoxal) e a redução da excursão sistólica do plano do anel tricúspide (TAPSE).
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