HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2022
Sobre tromboembolismo pulmonar agudo (TEP), está INCORRETO afirmar que:
Alta probabilidade pré-teste de TEP + indisponibilidade de imagem = Iniciar anticoagulação empírica imediata.
Em casos de alta probabilidade clínica de TEP e impossibilidade de confirmação diagnóstica imediata por imagem, a anticoagulação empírica deve ser iniciada sem demora. A postergação do tratamento pode levar a desfechos graves, dada a alta mortalidade do TEP não tratado.
O tromboembolismo pulmonar agudo (TEP) é uma condição grave, frequentemente fatal, causada pela oclusão da artéria pulmonar ou seus ramos por um trombo, geralmente originário de trombose venosa profunda. A suspeita clínica é crucial, e a terapia de suporte inicial, incluindo oxigenoterapia e suporte hemodinâmico, pode ser vital. O diagnóstico de TEP é complexo e envolve a avaliação da probabilidade pré-teste (usando escores como Wells ou Geneva), dosagem de D-dímero e exames de imagem, como a angiotomografia de tórax. No entanto, em situações de alta probabilidade clínica e indisponibilidade imediata de exames confirmatórios, a anticoagulação empírica não deve ser postergada, pois o risco de um evento fatal supera o risco de sangramento. A base do tratamento é a anticoagulação, mas pacientes com TEP de alto risco (instabilidade hemodinâmica) podem necessitar de terapias adicionais como trombólise, embolectomia ou, em casos específicos, filtros de veia cava inferior. A estratificação de risco, que inclui a avaliação da função do ventrículo direito, é fundamental para guiar a conduta e predizer o prognóstico.
A anticoagulação empírica deve ser iniciada imediatamente em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, especialmente se houver atraso na realização de exames de imagem confirmatórios. Isso visa prevenir a progressão da trombose e reduzir a mortalidade.
A estratificação de risco considera a presença de choque ou hipotensão (TEP de alto risco), disfunção ventricular direita (avaliada por ecocardiograma ou biomarcadores), e escores de risco como PESI ou sPESI. Estes fatores guiam a escolha da terapia e o local de tratamento.
Para TEP de alto risco (com instabilidade hemodinâmica), além da anticoagulação, podem ser indicadas terapias de reperfusão como trombólise sistêmica ou por cateter, e em casos selecionados, embolectomia cirúrgica ou por cateter. Filtros de veia cava inferior são reservados para contraindicações à anticoagulação.
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