SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um homem de 48 anos, que recentemente voltou de um voo de 10 horas, apresenta dor torácica pleurítica e dispneia súbita. Ele não usou meia de compressão e permaneceu sentado por períodos prolongados. No exame físico, apresenta leve taquipneia e saturação de 93% em ar ambiente. Exames complementares mostram Dímero-D de 1500 ng/mL (referência: <500 ng/mL), Ultrassonografia Doppler de membros inferiores com trombose venosa na veia poplítea direita, e angiotomografia de tórax com defeito de enchimento em ramo segmentar da artéria pulmonar direita.Diante desse quadro, qual é a conduta inicial mais adequada?
TEP confirmado + DVT → Anticoagulação imediata com HBPM.
Diante de um quadro clínico, laboratorial e de imagem que confirma tromboembolismo pulmonar (TEP) e trombose venosa profunda (TVP), a conduta inicial mais adequada é a anticoagulação plena. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a escolha preferencial para início rápido, seguida de medidas preventivas.
O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, representando a terceira causa mais comum de morte cardiovascular. Sua incidência é significativa, especialmente em pacientes com fatores de risco como imobilização prolongada, cirurgias e trombofilias. A rápida identificação e manejo são cruciais para reduzir a morbimortalidade. A fisiopatologia do TEP envolve a oclusão de artérias pulmonares por trombos, geralmente originados de trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. O diagnóstico é suspeitado clinicamente (dispneia súbita, dor pleurítica, taquipneia) e confirmado por exames como Dímero-D elevado, ultrassonografia Doppler de membros inferiores e, principalmente, angiotomografia de tórax. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco e sintomas agudos. O tratamento inicial do TEP confirmado, na ausência de contraindicações e instabilidade hemodinâmica, é a anticoagulação plena. A heparina de baixo peso molecular (HBPM) é a escolha preferencial para início rápido, seguida por anticoagulantes orais diretos (DOACs) ou varfarina para tratamento a longo prazo. Medidas preventivas, como o uso de meias de compressão e deambulação em viagens longas, são essenciais para evitar recorrências.
Os fatores de risco incluem imobilização prolongada (como em voos longos), cirurgias recentes, câncer, trombofilias, uso de estrogênios e histórico prévio de TEP ou TVP.
A HBPM oferece um início de ação rápido e previsível, sem necessidade de monitoramento laboratorial intensivo como a heparina não fracionada, sendo eficaz e segura para a maioria dos pacientes com TEP agudo.
A trombólise é indicada para pacientes com TEP de alto risco, caracterizado por instabilidade hemodinâmica (choque ou hipotensão persistente), devido ao risco de mortalidade elevado e à necessidade de rápida reperfusão.
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