Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Homem de 73 anos, acamado, com dor torácica e taquipneia no 4º dia pós-operatório de colectomia. Qual exame inicial mais indicado?
Pós-op + Dor torácica + Taquipneia → Angio-TC de tórax (padrão-ouro diagnóstico).
Em pacientes com alta suspeita clínica de TEP no pós-operatório, a Angio-TC é o exame de escolha por sua alta sensibilidade e especificidade, permitindo diagnóstico definitivo.
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma complicação grave e comum no período pós-operatório, especialmente em cirurgias abdominais de grande porte como a colectomia. A tríade de Virchow — estase venosa, lesão endotelial e hipercoagulabilidade — explica o risco aumentado nesses pacientes, muitas vezes acamados. O diagnóstico precoce é fundamental para reduzir a mortalidade, sendo a Angio-TC o método de imagem de primeira linha na prática clínica atual.
O escore de Wells é uma ferramenta de estratificação clínica que define a probabilidade pré-teste de TEP. Em pacientes com alta probabilidade, deve-se prosseguir diretamente para exames de imagem como a Angio-TC. Em baixa probabilidade, o D-dímero pode ser usado para exclusão, embora perca utilidade no pós-operatório imediato devido à inflamação cirúrgica.
O D-dímero possui alto valor preditivo negativo, mas baixa especificidade. No pós-operatório, os níveis de D-dímero frequentemente estão elevados devido ao processo de cicatrização e resposta inflamatória sistêmica, resultando em muitos falsos positivos e tornando o teste pouco útil para triagem nessa população específica.
A cintilografia de ventilação-perfusão (V/Q) é a alternativa principal quando há contraindicação absoluta ao contraste iodado, como em casos de insuficiência renal grave (taxa de filtração glomerular muito baixa) ou história de anafilaxia grave ao contraste, desde que o RX de tórax esteja normal.
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