Tromboembolismo Pulmonar: Diagnóstico e Manejo Inicial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 25 anos de idade, comparece ao pronto-socorro por quadro de dor torácica intensa e dispneia súbita. Nega tosse, nega febre e nega tabagismo. Não faz uso de medicação. Esteve internado, há 1 semana, devido a um acidente de moto, com necessidade de cirurgia devido à fratura de fêmur direito. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, orientado, eupneico em ar ambiente com saturação periférica de 96%, taquicardia 120 bpm, normotenso. Ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. Membros inferiores com edema bilateral, maior em perna direita. Foi realizado o exame a seguir.Com base nesse caso clínico e nesse exame, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A dor torácica é mais provavelmente devido a uma síndrome coronariana aguda, dado o histórico de trauma e dor referida.
  2. B) A anticoagulação deve ser iniciada imediatamente, considerando o risco de complicações.
  3. C) Devido à presença de taquicardia, o ecocardiograma é desnecessário, indicando a trombólise imediata.
  4. D) O PESI é alto risco, portanto o paciente deve ser submetido à trombectomia.
  5. E) O quadro clínico é compatível com pneumonia, e a tomografia apresenta consolidação com broncograma aéreo.

Pérola Clínica

Dor torácica súbita + dispneia + taquicardia + cirurgia recente + edema MMII → TEP = Anticoagulação imediata.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor torácica súbita, dispneia e taquicardia em paciente com fatores de risco (cirurgia recente, imobilização) é altamente sugestivo de Tromboembolismo Pulmonar (TEP). A anticoagulação deve ser iniciada prontamente para prevenir a progressão e complicações.

Contexto Educacional

O Tromboembolismo Pulmonar (TEP) é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela oclusão de uma ou mais artérias pulmonares por um trombo, geralmente originado de uma trombose venosa profunda (TVP) nos membros inferiores. É uma das principais causas de morte hospitalar evitável e sua incidência é significativa, especialmente em pacientes com fatores de risco. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade. A fisiopatologia do TEP envolve a tríade de Virchow (estase sanguínea, lesão endotelial e hipercoagulabilidade), que leva à formação de trombos. Os sintomas clássicos incluem dor torácica súbita, dispneia, taquicardia e, em casos graves, hipotensão e choque. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em pacientes com histórico de cirurgia recente, imobilização ou câncer. O diagnóstico é guiado por escores de probabilidade clínica (ex: Escore de Wells) e exames complementares como D-dímero e angiotomografia de tórax. O tratamento inicial do TEP consiste na anticoagulação imediata, geralmente com heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada, seguida por anticoagulantes orais. Em casos de TEP de alto risco (instabilidade hemodinâmica), a trombólise ou a trombectomia podem ser indicadas. A prevenção primária em pacientes de risco, com profilaxia antitrombótica, é a melhor estratégia para reduzir a incidência de TEP.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para Tromboembolismo Pulmonar (TEP)?

Os principais fatores de risco para TEP incluem cirurgias recentes (especialmente ortopédicas), imobilização prolongada, trauma, câncer, trombofilias, uso de contraceptivos orais, gravidez e puerpério, e histórico prévio de trombose venosa profunda (TVP) ou TEP.

Quando a anticoagulação deve ser iniciada em casos suspeitos de TEP?

A anticoagulação deve ser iniciada imediatamente em pacientes com alta probabilidade clínica de TEP, mesmo antes da confirmação diagnóstica por imagem, a menos que haja contraindicações absolutas para evitar a progressão do trombo e reduzir a mortalidade.

Quais exames complementares são indicados para confirmar o diagnóstico de TEP?

Após a avaliação clínica e escores de probabilidade (ex: Wells), o D-dímero pode ser útil para excluir TEP em pacientes de baixa probabilidade. O exame padrão-ouro para confirmação é a angiotomografia de tórax (angio-TC de tórax), que visualiza os trombos nas artérias pulmonares.

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